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BALANÇO “MUITO POSITIVO” DO ENCONTRO DE INVESTIDORES DIÁSPORA EM PENAFIEL

Foi com satisfação que os representantes das entidades envolvidas fizeram o rescaldo da terceira edição do Encontro de Investidores da Diáspora, evento promovido pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, através do Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora, e pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS), com o apoio da Câmara Municipal de Penafiel.

Para Telmo Pinto, secretário executivo da CIM-TS, a iniciativa foi bem aproveitada para promover e divulgar as potencialidades da região. “O balanço é muito positivo. Creio que demos não apenas uma boa imagem da nossa região e da nossa economia, como mostrámos ser capazes de acolher bem, pessoas que vieram dos quatro cantos do Mundo. É preciso um grande esforço e capacidade de trabalho, no sentido de tornar possível a realização deste grande evento, que reuniu mais de 700 participantes, oriundos de 35 países. A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, e a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas estão de parabéns pelo trabalho realizado, e pela oportunidade que foi aproveitada no sentido de transmitir a mensagem de que a nossa região é um bom local para investir”, realçou.

Nas suas declarações, o secretário-executivo chamou a atenção para os contactos já estabelecidos à margem do Encontro, e que poderão trazer novas e profícuas parcerias num futuro até bem próximo. “No nosso território, temos muitas e boas empresas capazes de estabelecer relações de negócio e comerciais não só com os empresários portugueses que agora nos visitaram, como também nos países onde estes nossos compatriotas estão radicados. Sei, aliás, que alguns dos nossos empresários já fizeram negócios, e que alguns destes investidores da diáspora já foram visitar empresas da região, a fim de dar início a parcerias comerciais com empresas do Tâmega e Sousa. Esse era, efetivamente, o nosso objetivo. Tornar este território reconhecido pela sua capacidade de atrair investimento, criar riqueza e promover melhores condições de vida às pessoas que aqui vivem e trabalham”.

Por sua vez, José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, realçou, no seu discurso de encerramento do evento, a importância de olhar para a diáspora como um ativo importante para o país. “A nossa diáspora é o ativo mais importante de Portugal no âmbito da sua política externa, e da afirmação do país na rede global e, em particular, nos territórios em que as comunidades portuguesas estão inseridas, em todo o Mundo. A presença de 35 países representados neste Encontro é ilustrativa de como os portugueses estão disseminados pelas várias regiões do globo, e mostram a força e inserção da diáspora portuguesa na economia global”.

Na sua intervenção, e de forma a atestar os muitos benefícios potenciais de um evento desta envergadura, José Luís Carneiro revelou que “desde a primeira edição deste Encontro, realizada em Sintra, o Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora já acompanha de perto cerca de uma centena de projetos de investimento, estimados em cem milhões de euros”, e sublinhou a importância de trabalhar em rede com as comunidades portuguesas radicadas além-fronteiras, como forma de promover o investimento externo em Portugal, bem como a internacionalização de alguns setores da economia nacional. “A valorização do trabalho em rede é um aspeto fundamental do nosso desenvolvimento económico e social, e cuja consolidação assenta numa base sólida de confiança, de que a diáspora portuguesa é um exemplo ilustrativo. Não só pelo contributo dado ao país através das suas remessas, significativas mesmo na recente crise financeira que atravessámos, mas na forma como têm contribuído para a internacionalização do nosso setor empresarial, que não raras vezes ocorre a partir das comunidades portuguesas radicadas no estrangeiro. Além disso, o facto de, por exemplo, uma parte importante dos turistas que nos visitam terem ascendência portuguesa, exemplifica a importância que a diáspora tem na promoção do país. Pode dizer-se que a diáspora funciona como uma ‘locomotiva’ tanto do investimento português no estrangeiro, como do investimento externo na economia portuguesa”.

Mais de 700 participantes de 35 países marcaram presença em Penafiel

 

Foram mais de 700 participantes, oriundos de 35 países dos cinco continentes, aqueles que estiveram reunidos neste III Encontro de Investidores da Diáspora, em Penafiel. Entre eles, membros do Governo e da rede diplomática portuguesa, deputados da Assembleia da República, autarcas, responsáveis de entidades públicas e representantes de câmaras de comércio e investidores e empresários portugueses – regionais e nacionais – e lusodescendentes provenientes da diáspora portuguesa, que criaram todas as condições para a concretização de uma iniciativa de dimensão internacional.

Na sessão de abertura, realizada no dia 14 de dezembro, o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino de Sousa, um dos anfitriões do evento, falou da iniciativa como “uma oportunidade excecional de projeção e afirmação da nossa região”, e que tinha “a circunstância singular de juntar empresários da nossa região, e as instituições e instrumentos de apoio ao investimento”, reunindo “as condições para que tenha um impacto muito positivo e profícuo na região e no país”. No seu discurso, o autarca penafidelense deu o exemplo do concelho que lidera, como um dos bons exemplos de uma região plenamente recetiva à captação de investimento. “Penafiel é um concelho que se preocupa com a captação de investimento, e a implementação de medidas políticas favoráveis aos investidores. A esse propósito, ainda recentemente foram assinados pelo Município de Penafiel contratos de investimento que possibilitarão a criação de mil postos de trabalho. Daí agradecer a oportunidade que nos é dada de acolher aquele que é um dos maiores fóruns de captação de investimento do país. São mais de 700 participantes, oriundos de 35 países. É com grande satisfação que recebemos estes investidores da diáspora. Pessoas com energia, determinação, arrojo, que tiveram a coragem de tomar a difícil decisão de sair do país para procurar uma vida melhor, e que hoje registam um grande sucesso na sua atividade empresarial”.

Por sua vez, Armando Mourisco, presidente do Conselho Intermunicipal do Tâmega e Sousa, começou por apresentar aos presentes as características de uma região que tem na diversidade de características, uma das suas marcas distintivas. “O Tâmega e Sousa é um território muito heterogéneo, onde coabitam concelhos de maior ruralidade, a par de municípios mais industrializados. Região formada por concelhos de quatro distritos diferentes, apresenta uma grande variedade de características, nas quais, contudo, sobressai o facto de esta ser uma das regiões mais jovens do país. Esta juventude da população representa uma importante vantagem competitiva. A sua localização geográfica é outro aspeto importante do seu potencial. A sua proximidade à Área Metropolitana do Porto confere a esta região facilidades no acesso a infraestruturas de grande valor estratégico nacional, como o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, ou o Porto de Leixões”, explicou, além de fazer uma descrição do tecido empresarial regional. “O tecido empresarial da região é composto maioritariamente por empresas de pequena dimensão, mas com uma taxa de sobrevivência superior à média nacional, o que sugere a existência de um ambiente económico favorável ao sucesso das empresas. Dotada de uma forte capacidade exportadora, e com um setor do turismo a contribuir cada vez mais para a divulgação e promoção desta região, apresenta seis setores estratégicos da sua atividade económica, como a construção, metalomecânica, mobiliário, fileira da moda [têxtil, calçado e vestuário], fileira do vinho e o turismo, cujo volume global das exportações ascende a mais de 1,6 mil milhões de euros, em 2017. Estes dados comprovam o caráter transacionável e internacionalizado destas atividades, de extrema importância para a criação de valor acrescentado no território”.

Presente em Penafiel, esteve o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que destacou a relação com a diáspora como um eixo fundamental da política externa de Portugal. “Uma das marcas que gosto de associar à atual equipa do Ministério dos Negócios Estrangeiros reside na centralidade das comunidades portuguesas, na política externa do país. As comunidades portuguesas são, pela sua dimensão, presença internacional em imensos países, e capacidade de integração em território estrangeiro, um dos mais valiosos recursos que o país tem, e para o qual devemos trabalhar. A relação com a diáspora é um eixo central de qualquer política pública. Não apenas porque o Estado deve ter sempre presente as necessidades dos nossos concidadãos, cujo direito à cidadania e apoio consular é salvaguardado. Mas sim porque não é possível perceber a história do nosso país, sem ter em conta o contributo dos emigrantes para o desenvolvimento nacional. As remessas, investimentos e vindas dos emigrantes conseguiram trazer a todo o território português e, em particular, às zonas rurais, condições de bem-estar, iniciativa e vitalidade demográfica que, sem eles, não teriam ocorrido”.

A importância de reconhecer a diáspora como um importante ativo do país, foi frisada pelo ministro, na sua visita a Penafiel. “É importante refletirmos sobre como podemos valorizar e aproveitar o imenso valor das comunidades portuguesas no estrangeiro, em prol da economia nacional. É preciso reconhecer, valorizar e tornar visível o contributo dos emigrantes portugueses nesta matéria. A importância das remessas dos emigrantes para a nossa economia, a capacidade de integração plena evidenciada pelas nossas comunidades espalhadas pelo Mundo, a existência de profissionais portugueses de excelência, em várias áreas, a residir no estrangeiro, e o papel da diáspora na introdução dos nossos produtos em mercados internacionais, exige que, em conjunto, pensemos em valorizar, nas suas múltiplas dimensões, este grande recurso, de grande valor, que é a diáspora portuguesa”.

Dias de debate e reflexão marcaram terceira edição da iniciativa

 

Foram dias de intenso debate sobre temas estratégicos para o desenvolvimento regional e nacional, aqueles que marcaram a agenda, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel.

O primeiro dia de trabalhos do Encontro contou com a intervenção de Secretários de Estado e de representantes de entidades que operacionalizam instrumentos de apoio ao investimento, bem como de instituições ligadas ao ensino superior e à formação profissional, sendo ainda abordado o trabalho desenvolvido pela rede diplomática e consular de Portugal no estrageiro.

O segundo dia do Encontro teve como foco as regiões e os territórios e a ligação da diáspora aos mesmos pela via do investimento e da internacionalização. Na sua intervenção, o Primeiro-Secretário da CIM do Tâmega e Sousa, Telmo Pinto, apresentou a estratégia de desenvolvimento regional delineada para os 11 municípios do Tâmega e Sousa, que assenta em quatro eixos – inovação e conhecimento, tecido empresarial, entidades locais e regionais e capital humano – e que se materializa numa coordenação de políticas entre entidades que atuam no território.

O último painel foi dedicado ao potencial da economia social, do terceiro setor e do cooperativismo como instrumentos de desenvolvimento, para além do Estado e do setor privado.

Houve ainda espaço para a apresentação de projetos empresariais desenvolvidos por lusodescendentes, mas materializados em Portugal, de portugueses que procuram internacionalizar-se pela via da diáspora, e de empresários e empreendedores do Tâmega e Sousa, que deram a conhecer ideias e projetos em áreas como o agroalimentar, a construção inovadora, a aeronáutica, o mobiliário, a fileira da pedra, as novas tecnologias, a restauração e o turismo, o entretenimento e as artes do espetáculo, o equipamento automóvel, o calçado, entre outras.

Paralelamente ao programa do auditório principal, decorreu uma mostra empresarial, constituída por cerca de meia centena de empresas e entidades, e um espaço de apresentações, que permitiu aos empresários, empreendedores e entidades territoriais darem a conhecer as suas empresas, ideias e projetos.

A agenda ainda contou com um programa social, que incluiu visitas ao Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, à Fábrica de Pão de Ló de Margaride, em Felgueiras, ao Centro Histórico de Amarante, e ao Espaço Douro & Tâmega, também em Amarante, onde ficaram a conhecer o território e as suas potencialidades turísticas e agroalimentares.

Pretendeu-se com este III Encontro facultar aos participantes, num contexto simultaneamente institucional e propício ao networking, informação atualizada sobre mecanismos e programas de incentivo e apoio ao investimento em Portugal e à internacionalização de projetos de âmbito local e regional, proporcionando-lhes, ao mesmo tempo, uma plataforma de diálogo e partilha de experiências e boas práticas com interlocutores e redes de contacto importantes para os seus negócios.

O Encontro deste ano e as temáticas escolhidas para os diferentes painéis incidiram na importância da valorização das regiões e territórios enquanto polo de atração de investimento e/ou de internacionalização respetivamente com origem e/ou destino nas comunidades portuguesas, assim como no desenvolvimento e execução de políticas e medidas para esse efeito, aos níveis nacional, regional e local, e em estreita interação com os empreendedores e inovadores da Diáspora portuguesa em todos os seus formatos, características e geografias.

O III Encontro de Investidores da Diáspora inseriu-se na Operação “Tâmega e Sousa – Qualify and Brand On”, liderada pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, em parceria com o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa, e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico do Porto, e cofinanciada pelo Norte 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.