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ENDOENÇAS – UMA PROCISSÃO HISTÓRICA

As Endoenças, apesar de fazerem parte de uma tradição secular, são ainda desconhecidas por uma grande parte da população.
Endoenças é uma palavra que deriva do Latim “indulgentiae”, que significa perdão e está, assim, ligada aos Oficios Religiosos da quinta-feira que antecede a Páscoa.
A Quinta-feira Santa é o dia que antecede a morte e Ressurreição de Jesus Cristo e encerra assim a Quaresma Os seus festejos são realizados ao final do dia ou noite, pois assim foi a Última Ceia de Cristo tal como pede a tradição judaica.
Com o passar do tempo, esta tradição foi-se adaptando a cada região e a cada cultura e assim chegou até à região do Tâmega e Sousa. Segundo os documentos religiosos, a Procissão das Endoenças realiza- se há cerca de 300 anos pelas margens do Tâmega, ligando por milhares de luzes as suas duas margens. Antes da ligação pelas pontes, a procissão realizava-se em barcos iluminados, para desta forma haver uma continuidade física da festividade.
No percurso, as pessoas colocam velas acesas nas margens daqueles rios, peitoris das janelas, fachadas, varandas e nas ruas medievais de Entre-os-Rios. A simbologia fluvial não desapareceu e os “barquinhos de fogo” realizam uma coreografia na confluência do Tâmega e do Douro. Outrora eram barcos rabelos, mas hoje estes deram lugar às embarcações usadas por pescadores do sável.
A procissão das Endoenças sai ao princípio da noite de Quinta-feira Santa da Igreja Paroquial de Santa Clara do Torrão, parando no centro de Entre-os-Rios, para o “Sermão do Encontro” entre Cristo crucificado e Nossa
Senhora das Dores, antes de seguir para o Calvário.
E assim cada cristão poderá pagar a sua promessa, ou então ver um espetáculo de luzes e fé que, ano após ano, continua a chamar visitantes.
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