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PENAFIEL ACOLHEU FESTIVAL MELÃO CASCA DE CARVALHO

Criatividade, inovação e qualidade. Começam a ser estas as marcas distintivas do trabalho da Confraria do Melão Casca de Carvalho, que levou a cabo a quarta edição de um Festival marcado pela excelência dos produtos expostos.

Numa altura em que a Agrival se aproxima a passos largos e, com ela, o reforço na divulgação dos produtos locais, é com vontade de prosseguir o incentivo à produção da região, que o Grão-Mestre da Confraria do Melão Casca de Carvalho, José Rocha Fernandes, inicia a sua alusão a um produto distintivo desta parte do país. “Trata-se de um produto típico do noroeste de Portugal, que unicamente é produzido nesta região. O nosso trabalho passa por promover e divulgar este produto tão característico que, por força da sua sazonalidade, nos tem colocado o desafio de encontrar formas de o manter no mercado ao longo de todo o ano. É neste contexto que tem aparecido a associação deste produto a conceitos como o chamado «slow food» ou a cozinha “quilómetro zero”, que tentam fundir a ideia de uma maior capacidade de apreciar e desfrutar do que se come, ao mesmo tempo que se investe na produção local”.

E desfrutar do melão deste ano, e dos seus produtos derivados, vai ser uma realidade, pelo menos a avaliar das palavras do Grão-Mestre. “Este ano, os produtos foram melhorados. Temos uma parceria com o Alvorada Cakes, de que resulta um gelado que julgo ter atingido, este ano, uma qualidade fantástica, o nosso “port melon”, uma bebida de melão congelado com vinho do Porto como aperitivo, que nos parece um produto interessante, estamos a aguardar por parceiros comerciais que tenham disponibilidade de explorar o nosso melão liofilizado, que julgamos também ter muita qualidade, e continuamos com o nosso espírito criativo e empreendedor, no sentido de encontrar ainda mais maneiras de dar visibilidade a este produto”.

A entrada de novos confrades, entronizados no âmbito do Festival, contribui para o fortalecimento do movimento em prol da divulgação deste produto tão característico da região, e é vista com muita satisfação por José Rocha Fernandes. “Temos à volta de 220 confrades, e este ano são entronizados seis. Tratam-se de pessoas com sensibilidade e interesse relativamente a esta missão que empreendemos que, em conversas ao longo do ano, aparecem, e vêm contribuir para o enriquecimento do nosso trabalho que, de facto, só fica a ganhar com o contributo destas pessoas, que abraçam esta tarefa de trabalhar em prol do desenvolvimento rural”, concluiu.