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OPINIÃO – OS «GRANDES» DO FUTEBOL PORTUGUÊS SÃO TÃO PEQUENINOS

Depois de tanta crispação e intoxicação do ambiente futebolístico por clubismos cada vez mais doentios e fanáticos, que começam a transformar a modalidade num desporto impróprio para gente que se quer divertir e desfrutar do prazer de um bom espetáculo, eis que a «pandeirada» europeia confronta Portugal com uma época europeia medíocre, em que os pontos conquistados para o «ranking» da UEFA até não foram poucos, mas onde se perdeu uma oportunidade excelente de se fazer uma boa temporada coletiva além-fronteiras.

De nada valem as lamentações se não refletirmos a sério sobre os problemas na origem de tamanho descalabro. Desde a necessidade de renovar quadros competitivos no sentido de tornar a Liga Portuguesa bem mais forte, competitiva e repleta de grandes jogos, passando pela regulamentação de empréstimos de jogadores e equilíbrio na distribuição de receitas pelos clubes, muitas opções podem surgir no contexto de um debate sério, que se pretende venha a traduzir-se na melhoria significativa da qualidade do nosso campeonato, como «trampolim» para a competitividade externa.

E depois, é urgente ter outro espírito crítico perante as direções dos clubes. É fundamental os adeptos de cada clube, e em particular dos três «grandes», deixarem de ser contaminados por um discurso assente no fanatismo, em que se procura escamotear as derrotas em campo com as acusações de corrupção aos rivais, através de discursos ensaiados e executados por profissionais da comunicação e comentadores que, contudo, são incapazes de omitir o sentimento de vexame que os adeptos do futebol português sentiram, ao ver cada um dos «grandes» cair com estrondo, um atrás do outro, como um castelo de cartas.

Resta saber quem será agora o campeão, nesta liga de medíocres…

Gonçalo Novais, diretor do Penafiel Magazine

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