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A HOMENAGEM DOS QUE CUIDAM DA SAÚDE DE TODOS

Assinala-se a 7 de abril o Dia Mundial da Saúde e, neste ano de hedionda pandemia, provocada pelo flagelo da propagação mundial do vírus Covid-19, este dia assume contornos de enorme admiração, respeito pelo esforço e dedicação extrema de todos aqueles que, na linha da frente deste combate, têm dado tudo quanto podem pela prestação dos melhores cuidados de saúde.

São muitos dias em permanente dispositivo na persecução dos cuidados de saúde aos milhares de infetados com Covid-19 que chegam às unidades de saúde para que possam ser tratados na esperança de recuperar desta enfermidade. Ninguém arreda e por mais que seja a agitação, o cansaço ou até desespero, permanecem, até ao limite, para cuidar de quem precisa.

São bombeiros, enfermeiros, médicos, auxiliares de ação médica, voluntários, mas também auxiliar de geriatria, pessoal técnico, assistentes, farmacêuticos, profissionais limpeza e tantos outros que, mais ou menos expostos na sua atividade profissional, dão tudo quanto podem para que nada falte ou falhe nos cuidados de saúde.

Chamamos-lhe heróis, aplaudimos da varanda, admiramos a sua coragem, absoluta entrega, acreditamos, com a maior confiança e esperança, na sua perseverança. Havemos de vencer e sabemos, com a maior das superações, que tudo farão para honrar a vida de quem dá totalmente de si para cuidar e salvar.

Este ano o Dia Mundial da Saúde pretende homenagear todos os profissionais de enfermagem e obstetrícia que, diariamente, trabalham pela saúde de todos, mas nós queremos, porque assim este tempo de resiliência o exige, prestar a nossa mais reconhecida homenagem a todos os que contribuem para a salvaguarda da saúde pública.

Hoje também é o Dia do Jornalista, e quantos estão também, arriscando a vida pelo direito de informar, na linha da frente. É pelo seu olhar, pela voz, objetiva da máquina de fotografar ou filmar, mas pela palavra, a escrita, que ficam os registos de tudo o que acontece factualmente.

Nesta reportagem percorremos alguns perfis, páginas ou grupos nas redes sociais para sentir como os nossos profissionais de saúde em Penafiel se sentem e vivem estes dias de luta contra um poderosíssimo inimigo invisível, reconhecendo o seu altruísmo, mas também o quanto estão sensibilizados pela onda de solidariedade e pelo imenso reconhecimento que a sociedade, em gestos mais ou menos simples, tem demonstrado.

“Os mais de 2100 colaboradores do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) tudo têm feito e vão continuar a fazer para garantir a melhor assistência médica neste período”

Numa mensagem o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa (CHTS), Carlos Alberto, realça o “privilégio que é ser presidente do CHTS neste momento de missão dura, mas tão gratificante pelo sentido último do nosso trabalho: SERVIR-VOS”.

“Numa época em que a nossa vida coletiva é posta à prova e de um modo que nunca nenhum de nós tinha sequer admitido nos seus mais recônditos pensamentos, quero aqui deixar uma mensagem simples a toda esta vasta população do Tâmega e Sousa (520.000 pessoas de 12 concelhos localizados em 4 distritos, mais de 5% da população portuguesa). Gente laboriosa, trabalhadora, empreendedora e generosa que, sem que nada o fizesse prever, se vê de repente perante este inimigo invisível a que chamaram de COVID-19”, refere Carlos Alberto.

“Os mais de 2100 colaboradores do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) tudo têm feito e vão continuar a fazer para garantir a melhor assistência médica neste período”, assegura.

O Centro Hospitalar, com unidades em Penafiel e Amarante, reconhece o quanto tem sido gratificante ver a dinâmica da sociedade civil, nas suas mais diversas dimensões, a mobilizar-se em solidariedade e apoios coletivos, sejam mais ou menos expressivos, mas cada um em função das suas possibilidades.

“Permitam que humildemente vos diga o quanto sensibilizado estou por todas estas demonstrações de solidariedade”, sublinha Carlos Alberto.

A oferta, com entrega no passado dia 3 de abril, da CIM do Tâmega e Sousa, de 11 ventiladores ao CHTS merece uma expressão de “gratidão”.

“A enorme população do Tâmega e Sousa ficar-vos-á grata por este gesto que vai significar um aumento na segurança dos cuidados de saúde que poderemos prestar”, enaltecem.

“Há coisas que nunca são de mais repetir e, por isso, mais uma vez muito obrigado a todas as pessoas, entidades e empresas da região que têm vindo a oferecer a sua ajuda, bens ou serviços ao CHTS e aos seus profissionais”, lê-se no facebook do CHTS.

“Com toda esta energia positiva que se vai construindo no apoio à vasta população do Tâmega e Sousa vamos certamente vencer estas adversidades”, afiançam.

Mas os reconhecimentos ao esforço dos profissionais de saúde multiplicam-se das mais variadas formas: “Vestem todas as cores! Despem os coletes e dão o corpo às balas! Peço muito pelos meus e com a mesma fé e força peço pelos vossos … que infelizmente estão privados da vossa companhia!”.

“Que orgulho que tenho em ser vossa amiga meus guerreiros!!! Cuidem-se, por favor!!!”

A Casa do Pessoal Hospital Padre Américo reconhece a iniciativa de recolha e doação de alimentos e equipamentos de protecção individual junto da sociedade civil e empresas da região.

“Os profissionais estão aqui por todos os utentes. A Casa do Pessoal muito agradece a recolha e doação voluntária de Equipamentos de Protecção Individual. Bem hajam todos os intervenientes! Todos os bens recebidos nas instalações da Casa do Pessoal são destinados exclusivamente para os espaços com profissionais de saúde no atendimento aos utentes com suspeita de COVID19”, publicam nas redes sociais com #gratidão.

Entretanto há histórias simples que comovem: “Muitas vezes uma pequena oferta produz grandes efeitos. Martina, uma jovem de 16 anos, de Oldrões, Penafiel, a viver no estrangeiro, pediu aos pais para doar ao Hospital de Penafiel, em fruta, o valor da sua mesada, para ajudar os que todos os dias cuidam de quem mais precisa”.

Noutra publicação a admiração pela imensa generosidade que chega de todos os lados: “A atual onda de solidariedade dos portugueses nunca tinha sido vista até aos dias de hoje! São inúmeras as ofertas que nos vão chegando todos os dias e cabe a nós agradecer e continuar a fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível”.

“Anónimos que todos os dias nos fazem chegar bens alimentares e equipamentos de proteção individual, o nosso mais sincero obrigado!”, fica o reconhecimento no #obrigado #vaificartudobem #juntosvenceremos.

“Obrigado por nos enviar este desenho maravilhoso. Ficou colado na parede da nossa copa onde todos os dias os profissionais de saúde comem as suas refeições, relembrando sempre qual o nosso principal objetivo: SALVAR VIDAS”, lê-se.

Depois há quem ofereça cremes hidratantes e outros produtos de cuidados à pele ao Serviço de Urgência Geral, de forma a diminuir as marcas dos equipamentos de proteção individual deixadas no rosto e nas mãos dos profissionais de saúde. Caso para citar o escritor Franz Kafka: “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.

Já os Bombeiros Voluntários de Penafiel refletem que “a bondade das pessoas não tem preço!”.

“São nas fases mais difíceis que se encontram pessoas fantásticas que dentro das suas possibilidades tentam apoiar aqueles que todo o ano apoiam a população! Diariamente publicamos as ofertas que recebemos, isto porque diariamente existem pessoas que reconhecem o nosso valor, o nosso trabalho na ajuda a ultrapassar esta pandemia”, expressam com um #SemprePresentes.

Em Paço de Sousa os bombeiros revelam que “têm sido várias as entidades e particulares que nos têm abordado no sentido de apoiarem a nossa instituição com bens / equipamentos / utensílios que possam servir para apoiar os nossos profissionais no combate à pandemia COVID-19”.

“Estamos de coração cheio, gratos pela onda de solidariedade que diariamente nos chega às nossas instalações. Fazemos questão de publicar este agradecimento publicamente como sinal de gratidão, pelo reconhecimento da nossa missão! O nosso muito obrigado”, anotam estes valentes soldados da paz.

Por seu turno a corporação dos Bombeiros de Entre-os-Rios reconhece a sua missão apesar das circunstâncias nesta “fase menos boa”: “Somos, uns dos muitos que estamos na linha da frente, a prestar todo o apoio necessário à pandemia, assim como o socorro à população em geral. Desta forma, agradecemos a todas as empresas e população em geral, que nos apoiem, dentro das possibilidades de cada um, com produtos de higienização e desinfeção, máscaras, batas, luvas”.

Fica ainda o reconhecimento da família, que acompanha a sempre difícil partida daqueles que vão para o desempenho das suas competências profissionais na linha da frente do combate a esta pandemia.

“Que orgulho….. Além de tudo, também és uma GRANDE profissional, uma GRANDE ENFERMEIRA, que lutas pela saúde de todos nós, muitas vezes, em detrimento da tua. Neste momento de dor, tristeza e cenário de guerra, em silêncio, sofro pela tua partida, breve ou não! Mas fico aqui sempre à tua espera!  No final vai ficar tudo bem!!  És o meu orgulho, tens o meu reconhecimento, espero que no futuro a sociedade nunca mais se esqueça de todos vós, afinal estamos todos nas mãos dos profissionais de saúde!! Com muita humildade, vergo-me perante todos vós (profissionais saúde)”, escreve Marco Silva.

“Estamos numa fase da nossa vida, onde ninguém consegue prever o que vai acontecer no dia seguinte.”

Depois e por fim, não podemos concluir esta reportagem, sem partilhar algumas das angústias, mesmo que no pico das agruras deste exigente combate, de quem está a dar tudo nas unidades de saúde.

“Estou há uma semana a trabalhar diariamente no SNS para ajudar a minimizar os danos deste flagelo. E tenho assistido consecutivamente a um agravamento quer do número de casos, bem como do número de pessoas com sintomas e principalmente do número de doentes graves que precisam de cuidados hospitalares diferenciados”, refere o médico Pedro Melo Lopes, constatando as primeiras semanas de combate à propagação da Covid-19.

“Ainda não temos outra forma de controlar esta doença que não seja o isolamento social e a persistência das medidas de desinfeção. Hoje seria tarde, mas amanhã será pior! “, insiste, realçando que “afinal, este vírus mostra-nos o quanto a vida é e pode ser simples. Nós é que tornamos complexa”.

E concluímos: “Estamos numa fase da nossa vida, onde ninguém consegue prever o que vai acontecer no dia seguinte. Resumindo estamos em tempo de “Guerra” onde o inimigo é invisível e perigoso. Peço-vos que não facilitem nem um segundo, FIQUEM EM CASA, acreditem que é mesmo HORRÍVEL os Profissionais de Saúde quererem salvar vidas e por vezes sentem-se VENCIDOS por uma pandemia que podia ser muito menor em todo o Mundo se fossem respeitados os Alertas das Autoridades”.

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