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“ELE RESSUSCITOU E VIVE AO NOSSO LADO” – D. MANUEL LINDA

O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, dirigiu, por ocasião das celebrações da Semana Santa e Páscoa, uma nota ao Povo de Deus da Diocese do Porto, começando por constatar que “na longa história da Igreja, poucas vezes terá havido suspensão das celebrações coletivas da fé e, certamente, nunca terá acontecido em tantos países, em simultâneo, como nesta Quaresma e Páscoa. Não obstante a tristeza profunda que isso nos gera, tem de ser. É que a caridade cristã, neste momento, passa, fundamentalmente, por confinar o vírus e evitar mais contágios e sofrimentos”.

Apesar de todas estas contingências o Bispo do Porto realça que “nem por isso deixaremos de celebrar esses mistérios e de nos darmos conta de que, não obstante tudo, o mistério de amor manifestado pelo Senhor Jesus é mais forte do que todos o vírus e todas as nossas angústias”.

“A primeira célula da grande Igreja é a família. Por isso, chamamos à família “Igreja doméstica”. O confinamento a que somos obrigados favorece a redescoberta desta dimensão doméstica da Igreja. Evidentemente, sem cortar com a Paróquia e a Diocese, de quem a família é «célula». Que todas as famílias cristãs da nossa Diocese sintam que são verdadeiramente Igreja”, comenta.

Manuel Linda, nesta vivência familiar de Igreja, convida “as famílias a fazerem a experiência da fé no seu interior”. E especifica: “não se pede muito. Mas, ao menos, uma leitura, um gesto, um afeto que lembre o que se celebra nesse dia”.

O confinamento a que somos obrigados favorece a redescoberta desta dimensão doméstica da Igreja.

“A outra forma de união passa pela criatividade familiar e paroquial. Por exemplo, enfeitar a mesa na ceia de quinta-feira; colocar uma cruz com um pano roxo, na varanda ou na sala, na sexta e no sábado; substituir esse pano por uma ornamentação de flores no Domingo de Páscoa e deixar permanecer assim durante toda a semana”, prossegue.

O Bispo do Porto apela ainda que os cristãos estejam sempre atentos e disponíveis a ser solidários: “A sociedade só funciona com o contributo de todos. Que seriam os hospitais sem os profissionais de saúde, os lares da Terceira Idade sem os funcionários, os sem-abrigo sem apoio de alimentação? Mas, além destes, mais ou menos cobertos em termos de «mão de obra», há sempre situações novas que reclamam carinho, solidariedade, presença, ajuda. Não a neguemos! Que os cristãos estejam sempre na linha da frente da preocupação pelos outros, particularmente dos vizinhos”.

“Não nos esqueçamos da esperança. Sim, o cristão é pessoa de esperança, pois sabe que não estamos sós e abandonados: a meta onde havemos de chegar é de salvação, pois Jesus Cristo é o Senhor da história”, atesta.

Para estes dias de Tríduo Pascal o Bispo do Porto convida as famílias a “unirem-se neste espírito «assistindo» às transmissões, mormente às televisivas, que são bem preparadas e liturgicamente muito dignas. Mas, se assim o quiserem, também podem acompanhar o pároco, se ele usar alguma plataforma ou rede social: isso exprime sentido de pertença à paróquia de que o sacerdote constitui como que o centro”.

A Diocese do Porto também transmitirá as celebrações, presididas por D. Manuel Linda, na quinta (17h30), sexta (15h00), Sábado (21h30) e Domingo (11h00). Essas celebrações serão transmitidas em https://www.facebook.com/Diocesedoporto/.

Não nos esqueçamos da esperança. Sim, o cristão é pessoa de esperança, pois sabe que não estamos sós e abandonados: a meta onde havemos de chegar é de salvação, pois Jesus Cristo é o Senhor da história

“E que celebramos nestes dias? Na quinta feira, de tarde, rememoramos a Última Ceia, a instituição da Eucaristia e do sacerdócio e o mandamento do amor fraterno, exemplificado no gesto do lava-pés. À noite, pensamos na prisão de Jesus e início do seu julgamento. Na sexta, tomamos parte no que sucedeu de dramático nesse dia, em Jerusalém: o Senhor é injustamente condenado à morte, crucificado no calvário e deposto no túmulo. O Sábado é um dia de introspeção e silêncio: o Senhor, verdadeiro Homem, aniquilou-Se até à morte. Por nosso amor. À noite, iniciamos a solene Vigília pascal: preparamo-nos, espiritualmente, para o festivo anúncio da ressurreição percorrendo os principais momentos da nossa história da salvação. E a Vigília conduz para o Domingo de Páscoa, o “primeiro dia da Semana” que ficaria para sempre consagrado ao Senhor –o “Dia do Senhor”- porque «tocamos» com os sinais da ressurreição: os testemunhos dos que viram e ouviram”, conclui D. Manuel Linda.