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ROTA DO ROMÂNICO – FAÇA PARTE DA HISTÓRIA

Uma Rota fundada nas memórias do Românico, que convida a uma viagem inspiradora a lugares com História, amadurecida em terra forjada de verde, repleta de saberes e sabores. Venha desfrutar de uma viagem pelo tempo que nos proporciona experiências únicas que permanecerão na memória.

Em terras dos vales do Sousa, Douro e Tâmega, no coração do Norte de Portugal, ergue-se um importante património arquitetónico de origem românica. Traços comuns que guardam lendas e histórias nascidas com a fundação da Nacionalidade e que testemunham o papel relevante que este território outrora desempenhou na história da nobreza e das ordens religiosas em Portugal.

São 58 monumentos de grande valor e de excecionais particularidades que nos levam num roteiro de excelência no âmbito do turismo cultural e paisagístico, constituindo um destino de referência do românico, estilo arquitetónico que perdurou entre os séculos XI e XIV.

Quando falamos em arquitetura românica importa ter presente que os edifícios não constituem apenas um conjunto de elementos que, coordenados entre si, lhe conferem uma dada forma que se designa de “construção românica”. Estes são também, e muito, o resultado de combinações concetuais, mas também de conjunturas históricas, económicas, políticas, sociais e religiosas específicas.

Uma visita guiada à Rota do Românico e à História de Portugal? Um percurso pedestre ou de BTT em plena natureza? Um cruzeiro no fascinante rio Douro? Uma radical descida de rafting? Aulas de iniciação à arte equestre ou ao golfe? Um passeio de comboio na centenária Linha do Douro? Uma rejuvenescedora sessão termal ou de spa? Estas são apenas algumas das muitas atividades que o território da Rota do Românico tem para lhe oferecer. Não acredita? Venha connosco…

Vamos pela Rota do Românico e o seu território, no norte de Portugal, numa viagem à fundação da nossa nacionalidade e ao estilo arquitetónico que a marcou, por lugares e sensações únicas que, estamos certos, vão encantá-lo, abrindo – só para si – o livro da História.

Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Iniciamos esta nossa viagem num dos monumentos mais carismáticos desta rota – o Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro. A Igreja [séculos XII-XIII] é composta por três naves, divididas por arcos-diafragma e com cobertura em madeira pintada, nas naves laterais. A planta original da capela-mor, reconstruída no século XVIII, era semicircular à boa maneira românica, assim como os absidíolos [capelas secundárias] ainda existentes. Os capitéis do portal principal são um notável exemplo de escultura românica.

 

Igreja de São Vicente de Sousa

Ainda em Felgueiras passamos pela Igreja de São Vicente de Sousa, constituída por uma única nave e por uma capela-mor retangular, e visitamos a Fábrica do Pão de Ló de Margaride, mesmo no centro da cidade. Aqui podemos apreciar famoso pão de ló de Margaride, confecionado com a arte e a sabedoria de receitas passadas de geração em geração, desde a sua fundação em 1730.

Castelo de Arnoia

Avançamos destemidos por terras de Basto, onde somos confrontados com o Castelo de Arnoia, uma construção românica que se enquadra no movimento de encastelamento que entre os séculos X e XII marcou o território europeu. Na sua estrutura, posicionada no alto de um cabeço montanhoso, destacam-se quatro elementos defensivos: a torre de menagem (cujo último piso e conjunto de ameias foram reconstituídos no século XX), o torreão quadrangular, uma única porta e a cisterna. O pelourinho, a casa das audiências e a botica lembram a movimentada rua ao longo da qual se desenvolveu a povoação.

Igreja de São João Baptista de Gatão

Descemos até terras encantadas do poeta Teixeira de Pascoaes, com o rio Tâmega aos pés, para visitar a Igreja de São João Baptista de Gatão. Isolada na paisagem, a Igreja de Gatão é uma edificação que estende a sua cronologia de construção pelos séculos XIII e XIV. Na cabeceira encontram-se os elementos românicos mais expressivos.

No cemitério junto à Igreja encontra-se sepultado Teixeira de Pascoaes (1877-1952), um dos mais importantes poetas e escritores portugueses da viragem do século XIX para o XX.

Mosteiro de São Salvador de Travanca

Depois de uma visita pelo centro da bela cidade de Amarante, desfrutando de um tranquilo passeio embrenhado numa idílica paisagem composta pela ponte, igreja e largo de S. Gonçalo, com o rio Tâmega de fundo, seguimos até ao imponente Mosteiro do Salvador de Travanca, que impressiona pelas suas dimensões, sobretudo a Igreja, edificada no século XIII. Associado à linhagem dos Gascos, a que pertencia Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques, constituiu um dos mais poderosos institutos monásticos da terra de Sousa durante a Idade Média.

Igreja de Santo André de Vila Boa de Quires

Seguimos viagem, com uma pequena paragem na Igreja de Santo André de Vila Boa de Quires, edificada no segundo quartel do século XIII, enquanto parte de um complexo monástico.

Eis-nos diante do Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo. Implantada numa encosta da margem esquerda do Tâmega, Vila Boa do Bispo impressiona pela sua monumentalidade. E nos enredos desta rota chegamos à Igreja de São Pedro de Abragão, datada do século XIII, cuja iniciativa é atribuída a D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I e neta de D. Afonso Henriques.

Museu Municipal Penafiel

Já em Penafiel passamos pelo Museu Municipal, que é hoje uma referência incontornável da museologia nacional. Galardoado com o prémio de Melhor Museu Português 2009, pela Associação Portuguesa de Museologia, ao seu projeto arquitetónico alia-se um valioso espólio, dividido em três grandes temáticas: arqueologia, história local e etnografia.

Memorial da Ermida

A caminho de Paço de Sousa fazemos uma breve paragem junto do Memorial da Ermida, um monumento de notável interesse que corresponde a uma tipologia de que restam unicamente seis exemplares em todo o território nacional. Chegados a Paço de Sousa facilmente nos deixamos levar pela monumentalidade do Mosteiro, de onde se destaca a igreja, edificada no século XIII. No interior encontra-se o túmulo de Egas Moniz de Ribadouro, aio do rei D. Afonso Henriques.

Mosteiro Paço de Sousa 

Mosteiro de São Pedro de Cête 

Vamos um pouco mais adiante e deparamo-nos com o Mosteiro de São Pedro de Cête, cuja fundação remonta ao século X. Ainda em Paredes visitamos a Torre, dita dos Alcoforados, que conta, na sua história, as vicissitudes que a ligam a várias famílias e linhagens do Entre-Douro-e-Minho. Esta construção é representativa de uma tipologia de habitação senhorial que marcou a Idade Média portuguesa, pelo menos até encontrar a resistência do poder régio.

Torre dos Alcoforados

Mosteiro de São Pedro de Ferreira

Mais adiante passamos pela Igreja do Mosteiro de São Pedro de Ferreira, que é um dos mais expressivos monumentos do românico português. As suas arquivoltas perfuradas [favos circulares] têm sido comparadas ora com as da Porta do Bispo da Catedral de Zamora, ora com a Igreja de São Martinho de Salamanca.

Torre de Vilar

Seguimos pela Torre de Vilar, em Lousada, onde podemos visitar uma construção tipo militar, símbolo de poder da nobreza senhorial, constituindo um importante exemplo da “domus fortis” [residência fortificada] no território do Tâmega e Sousa.

Centro de Interpretação do Românico

Terminámos o nosso passeio no Centro de Interpretação do Românico, no centro da vila de Lousada, que é constituído por uma superfície expositiva de cerca de 650 metros quadrados, distribuídos por um amplo átrio central e por seis salas temáticas: Território e Formação de Portugal; Sociedade Medieval; O Românico; Os Construtores; Simbolismo e Cor; Os Monumentos ao longo dos Tempos.