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“O RACING FEST É UM MODELO PARA O FUTURO DO DESPORTO MOTORIZADO”

Do sonho à realidade, o Racing Fest transformou Penafiel numa referência em grandes eventos anuais de desporto motorizado, numa iniciativa que consegue surpreender a cada ano que passa.

O penafidelense Óscar Coelho é uma pessoa que exemplifica bem o que significa “fazer o impossível”.

 

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Com um sucesso fenomenal na primeira edição, este grande festival de desporto motorizado impôs-se no panorama desportivo nacional e, segundo a organização, vai albergar três provas nacionais, e uma quarta poderá estar a caminho. E mesmo perante um cenário económico complexo, antevê-se uma subida significativa do número de participantes, cada vez mais interessados em fazer parte desta grande festa.

Paralelamente à organização deste grande evento, Óscar Coelho é também um apaixonado confesso por desportos motorizados. Conhecedor da realidade nacional e internacional das diversas disciplinas, considera que o cenário para o automobilismo e motociclismo nacionais pode ser complexo, e requerer adaptações significativas das federações e pilotos a novas realidades.

No entanto, há um ponto que também destaca, que é o das dinâmicas económicas que estas modalidades geram. Neste âmbito, o entrevistado descreve as múltiplas atividades empresariais envolvidas na organização destes eventos, e o impacto enorme que têm na divulgação turística do país. Daí ver com enorme expectativa a possibilidade de regresso de grandes competições como o MotoGP, e defender a consolidação de eventos de sucesso, como o Rali de Portugal, o Mundial de Ralicross em Montalegre, ou o WTCR no circuito urbano de Vila Real.

“ adoção de um numero mais reduzido de provas que será o caminho mais sensato a seguir, até que possa ser reestabelecido um modelo ajustado à nova realidade que se avizinha e que ainda ninguém sabe bem qual será”.

“A não realização de provas, obviamente tem um impacto negativo no quadrante económico e mesmo social. Começando no turismo, alojamentos, restauração e divulgação das regiões, isto se analisado apenas o impacto de visibilidade imediata e inerente ao dia do evento. Mas temos que equacionar também todas as perdas da indústria e dos vários ramos dessas regiões. Temos que ter em conta que as provas para o publico são apenas na data agendada, mas para as organizações, equipas e pilotos, as provas começam muitos meses antes, fazendo todo um tecido empresarial da região se movimentar até à data de realização do evento”, afiança, ressalvando que neste domínio “as perdas económicas são muito superiores às que uma visão desatenta pode deixar de analisar”.

“No caso de Portugal, isso pode ser dramático financeira e desportivamente”, considera, realçando que “nesta altura é muito complicado parar uma máquina que já está em andamento, mas isso pode acontecer mais que nunca. Acontecendo, muitos pilotos e equipas poderão ser “arrumadas por KO técnico” e vão ficar em situação financeira de rotura”.

A solução, na opinião de Óscar Coelho, poderá passar pela “adoção de um numero mais reduzido de provas que será o caminho mais sensato a seguir, até que possa ser reestabelecido um modelo ajustado à nova realidade que se avizinha e que ainda ninguém sabe bem qual será”.

“Julgo que a fase de ajustamento a uma nova realidade, trará moldes inovadores às provas e quero crer que serão ajustados um pouco ao modelo criado por nós aqui em Penafiel. A concentração de várias provas num único evento, com várias modalidades, com distancias mais curtas é um fator de peso nos custos das equipas e dos pilotos”, acrescenta.

 

“Desde a primeira edição que confessei ter pensado e desenhado este formato para que pudesse ser transmitido pela televisão e nas plataformas digitais e tornar-se num espetáculo, num festival e algo muito mais além do que um simples fim de semana de corridas. Como a própria concentração de provas o permite, um dia que consigamos ter os apoios necessários, obviamente que este será um evento para ver em casa na televisão e ser muito interativo através da internet, especialmente pelas redes sociais e pelas plataformas digitais”, salienta.

“Os visitantes e participantes ficam impressionados com a capacidade organizativa, com o modelo do evento no geral e com a qualidade das pistas e circuitos em particular. Também fazem elogios à forma como conseguimos trazer as corridas para junto do público e com o formato da Fun Zone que com a dinâmica dos pódios e do entretenimento faz com que pilotos, patrocinadores e publico possam interagir, disfrutar e trocar experiências”, confidencia.

“O Penafiel Racing Fest é sem dúvida uma marca que agrega cerca de 30 associações, clubes e instituições do concelho e tem mais de 200 pessoas na organização e mais de 2000 pessoas associadas a esses clubes, associações e instituições. Por isso este é um motor económico muito forte para a nossa região. Atrevo-me a dizer que todo este evento é feito com quase 100% de «Prata da Casa»”, conclui, evidenciando que “a nossa região é um dos centros mais importantes da Península Ibérica, quer a nível de pilotos, como ao nível de exportação de engenharias de competição e de conhecimento”.

 

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ÓSCAR COELHO: “O RACING FEST É UM MODELO PARA O FUTURO DO DESPORTO MOTORIZADO”