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JOAQUIM ESTEVES ASSUME FUNÇÕES PROVEDOR NA MISERICÓRDIA PENAFIEL

O falecimento de Júlio Mesquita, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, levou a que, Joaquim Barbosa Esteves, que ocupava o cargo de vice-provedor, assumisse, por força das circunstâncias, novas funções na Misericórdia. A decisão da Mesa Administrativa foi unânime e está enquadrada com os regulamentos daquela instituição.

O nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho do provedor Júlio Mesquita. Estamos a poucos meses do final do mandato e pretendemos fazer um trabalho de continuidade

Há 10 anos que Joaquim Barbosa Esteves faz parte da administração da instituição, tendo exercido funções de tesoureiro e neste mandato assumido a responsabilidade de vice-provedor. O novo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel afirma que este processo de adaptação às novas funções “é uma situação transitória, para assegurar o cumprimento do mandato que termina no fim deste ano”.
A partir de setembro, anota, será preparado novo ato eleitoral para a direção da instituição e, confrontado com a possibilidade de permanecer no cargo, adianta que não pretende continuar na direção da Misericórdia de Penafiel, justificando que sente que “é a altura para descansar.”

Exercer funções numa instituição com o legado e dimensão da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel é bastante exigente, e Joaquim Barbosa Esteves frisa a importância da Mesa Administrativa e de toda a equipa, ao afirmar que “não vamos alterar o que já foi feito”.
“O nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho do provedor Júlio Mesquita. Estamos a poucos meses do final do mandato e pretendemos fazer um trabalho de continuidade”, assegura.

Quanto ao balanço do mandato, destaca as mais valias do mesmo, uma vez que foram “alcançados todos os desejos que tínhamos delineado, com saldo positivo”.
Atualmente, o investimento da Misericórdia de Penafiel passa pela conclusão das obras de adaptação de uma cozinha única para servir todas as unidades da instituição, e de uma nova adega. Na Santa Casa, a agricultura tem um papel fundamental onde tudo o que é produzido é confecionado nas cozinhas da instituição. A vantagem da produção própria é que todos os dias existem produtos frescos para os utentes.
A Santa Casa da Misericórdia de Penafiel tem, no concelho, uma elevada responsabilidade social que já conta com mais de 500 anos de história e de serviço à comunidade. Para o novo provedor, o Estado deveria apoiar mais as Misericórdias e as Instituições de Solidariedade, uma vez que “o Estado deveria assumir uma comparticipação maior para cada utente, dado o seu papel preponderante no apoio social”.
Sobre os condicionalismos provocados pela pandemia COVID-19, o provedor da Misericórdia de Penafiel sente-se feliz porque aquela instituição, até ao momento, não teve nenhum caso. Contudo e, logo desde muito cedo, foram tomadas medidas preventivas como a proibição de visitas, por parte de familiares.

Agora, os Lares Fernando de Oliveira Mendes, Santo António dos Capuchos e São Martinho já estão adaptados, ao permitir que os familiares possam efetuar visitas, mantendo a necessária distância social e possibilitando o contacto em segurança com uma proteção de vidro ou acrílico, constituindo uma medida que reforça as medidas de prevenção de todos os profissionais e utentes. Quanto à questão de como os utentes encararam a inesperada pandemia COVID-19, o provedor da Santa da Misericórdia de Penafiel salienta que, apesar da média de idade dos utentes ser de 80 anos, os mesmos encararam a situação com serenidade. Porém, não esquece o papel fundamental dos profissionais da instituição que “foram conscientes da gravidade da situação ao reforçarem todos os cuidados de higiene para que não transportassem nada para os equipamentos da instituição nem para casa”.

No que diz respeito à retoma da atividade nas creches estão a ser também providenciadas todas as medidas de segurança e higienização, por parte dos pais, crianças e profissionais.

A Santa Casa da Misericórdia de Penafiel aguarda por subsídios e apoios financiados para que seja possível reformular o Lar de Oliveira Mendes e reconstruir o prédio, junto à Igreja Matriz. A reconstrução do edifício permitirá alugar apartamentos.