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COM RAÍZES EM PENAFIEL, ALEX BARROS GANHOU SETE CORRIDAS NO MOTOGP

Se em 2020 o país festejou em grande a vitória de Miguel Oliveira no Grande Prémio da Estíria, a verdade é que antes um piloto com «costela» penafidelense fez o mesmo em sete ocasiões – Alex Barros, referência do motociclismo brasileiro que, entre os anos de 1990 e 2007, colecionou 32 pódios repartidos entre os mundiais de 500cc e MotoGP (que substituiu o antecessor a partir de 2002).

Até à sua entrada nas 500, a carreira de Barros até tinha sido discreta, até que em 1990 entra pela porta da classe maior pela equipa da italiana Cagiva, numa GP500 em que evoluiu durante três anos, e na qual obteria o primeiro pódio já com as cores da Marlboro, num Grande Prémio da Holanda ganho pelo espanhol Àlex Crivillé (Honda), numa corrida de loucos em que o luso-descendente acaba em terceiro, mas a sete décimos de segundo do líder (!), e a três centésimos (!!) do segundo John Kocinski, norte-americano que pilotava uma Yamaha da Marlboro Team Roberts, isto em 1992.

Em 1993, Alex Barros muda-se para a Lucky Strike Suzuki, e nos dois anos em que pilotou uma RGV500, consolidou-se como um piloto de «top-10» mundial, estatuto que conservou até ao fim da sua carreira no MotoGP. E foi aqui que ganhou justamente a sua primeira corrida de sempre, no Grande Prémio da FIM de 1993, numa retumbante e clara vitória no circuito espanhol de Jarama.

Em 1995, tem início o longo percurso do piloto na Honda (com um interregno na Yamaha em 2003), e depois de passagens pelas equipas da Kanemoto, Pileri, Gresini ou MoviStar Pons, em que até 1999 arrecadou sete pódios e um quarto lugar na classificação geral final em 1996. Mas foi entre 2000 e 2005 que se deu o apogeu da carreira do brasileiro, precisamente quando estava a cumprir os últimos anos do seu percurso. Foi neste período que Alex Barros ganhou seis grandes prémios, arrecadou 14 pódios e concluiu no quarto lugar final de MotoGP em quatro temporadas.

Foi precisamente no último destes anos que, no Estoril, Alex Barros conquista uma espetacular vitória no Grande Prémio de Portugal após suplantar os italianos Valentino Rossi e Max Biaggi, 15 anos antes da consagração de Miguel Oliveira. Em 2006, Alex Barros pilotaria uma Honda CBR1000RR no Mundial de Superbikes, mas voltaria no ano seguinte para o adeus ao MotoGP, a tempo de levar uma Ducati da Pramac ao terceiro lugar do pódio no Grande Prémio de Itália, em Mugello, e ao décimo da classificação final do campeonato.

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