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JOÃO BARROS VOLTA ÀS LIDES DO NACIONAL DE RALIS NO ALTO TÂMEGA

O piloto paredense João Barros está de volta aos palcos do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) no próximo fim-de-semana, no Rali do Alto Tâmega.

Depois de uma excelente prestação no Rali de Castelo Branco, no qual foi quinto da geral e amealhou os 13 pontos que atualmente detém no campeonato, João Barros volta para a estrada com o seu Citroen C3 R5 depois das excelentes sensações que registou nas estradas durienses de Mesão Frio. Jorge Henriques, navegador que o tem acompanhado em 2020, voltará a ser o «fiel escudeiro» nas estradas transmontanas, à procura de mais um lugar de destaque entre os dez primeiros.

A luta pelos lugares da frente promete, contudo, ser titânica, e duas duplas de pilotos destacam-se entre as grandes favoritas à vitória final. Com três rondas já cumpridas, o pentacampeão nacional Armindo Araújo e o navegador Luís Ramalho chegam à prova na liderança de um CPR em que levaram o seu Skoda Fabia Rally2 Evo às vitórias nas duas rondas inaugurais, no Serras de Fafe e Felgueiras e em Castelo Branco, e a um terceiro posto na Madeira, classificações que valem tanto o primeiro posto de Armindo entre os pilotos da «classe-rainha» RC2, com 84,94 pontos, e de Luís Ramalho entre os copilotos com 81,94.

Bruno Magalhães e o seu navegador Carlos Magalhães estão, contudo, muito perto do comando, e já mostraram que o seu Hyundai i20 R5 tem andamento mais do que suficiente para se bater e superiorizar aos seus grandes rivais do Skoda. Os segundos lugares no Serras de Fafe e Felgueiras foram o aviso para o que iria acontecer na Madeira, em que a dupla da Team Hyundai Portugal celebrou o primeiro triunfo do ano. Ambos são segundos nas respetivas classificações em RC2, com Bruno Magalhães a deter 79,31 pontos e Carlos Magalhães 78,38, numa disputa que está absolutamente ao rubro.

Quando falamos de luta por vitórias, há outros pilotos que temos de incluir no lote de candidatos, como o campeão em título Ricardo Teodósio e o navegador José Teixeira. Depois de um ano passado memorável, o algarvio está a sentir dificuldades para acompanhar o andamento de Armindo Araújo e Bruno Magalhães, e depois de terceiros lugares em Fafe e Felgueiras e no Rali de Castelo Branco, não conseguiu mesmo levar o seu Skoda Fabia ao pódio na Madeira. Tanto o piloto como o navegador são terceiros da geral, com 54,78 e 51,78 pontos respetivamente, e só a vitória interessa para não perder o «comboio» do título.

Num total de 10 carros inscritos na classe RC2 que vão pontuar para o CPR, estarão presentes outros pilotos e navegadores do «top-10» da classificação, sendo interessante ver o que farão as «máquinas» das duplas Pedro Meireles/Mário Castro (Volkswagen Polo GTI R5), ou os Skoda Fabia de Manuel Castro/Ricardo Cunha, Paulo Neto/Vítor Hugo Oliveira e Miguel Correia/António Costa, sendo que também irá para a estrada o Dacia Sandero R4 de Gil Antunes e Diogo Correia.

Com 101,04 kms de prova contra o cronómetro e seis classificativas extensas e desconhecidas, o Rali do Alto Tâmega contempla seis exigentes especiais, com as emoções a abrirem no próximo sábado à tarde, quando os pilotos cumprirem a passagem pelos 15,06 kms da classificativa do Alto Tâmega a partir das 16h10, seguindo-se os 18,72 km da especial de Chaves, com início marcado para as 16h53. Domingo é dia de dupla passagem pelas especiais de Chaves/Boticas (19,40 km a serem percorridos às 9h48 e 13h15) e pelos 14,23 km de Boticas, às 11h09 e 14h36, numa Power Stage que dará por terminado o certame com um excelente espetáculo.