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LUKYANUK, SOLBERG E BREEN SÃO «ESTRELAS MAIORES» DO EUROPEU RALIS EM 2020

Ainda só se realizaram duas das seis etapas previstas para o Europeu de Ralis este ano, mas já se percebeu que a luta pelo título final contemplará três nomes obrigatórios – Alexey Lukyanuk, Oliver Solberg e Craig Breen.

Um dos aspetos positivos deste rali é o facto de ser novo para toda a gente, e eu gosto disso. No que respeita à luta pelo campeonato, a luta entre os melhores será, neste sentido, mais nivelada

Na liderança da geral com 70 pontos, Lukyanuk persegue o segundo título europeu no seu palmarés e para já o seu Citroen C3 R5 da Saintéloc Junior Team tem correspondido muito bem, com um primeiro lugar em Itália e o segundo na Letónia. Num rali em que compete pela primeira vez, deixa elogios ao percurso, numa prova que espera muito interessante. “Da análise de alguns vídeos que encontrei de edições anteriores, tenho a impressão de que as classificativas serão largas e fluídas, tecnicamente exigentes mas extremamente rápidas. Vamos tentar afinar o carro o melhor possível para o tornar mais fácil de conduzir, e melhorá-lo em aspetos como o nível de aderência, a precisão das trajetórias ou a capacidade de retardar a travagem quando necessário, que são as principais características que sentimos num R5 em asfalto. Quando competimos em piso molhado, este tipo de ralis torna-se mais difícil, mas esperamos não encontrar essas condições em Portugal”, declarou.

No segundo lugar do Europeu com 66 pontos, e vindo de uma vitória na Letónia, a jovem e grande «estrela» sueca do rali mundial, Oliver Solberg, está muito confiante na possibilidade de obter mais um grande resultado em Portugal com o seu Volkswagen Polo GTI R5, num rali inteiramente novo para todo o pelotão. “Um dos aspetos positivos deste rali é o facto de ser novo para toda a gente, e eu gosto disso. No que respeita à luta pelo campeonato, a luta entre os melhores será, neste sentido, mais nivelada”, referiu, além de sublinhar a importância de aperfeiçoar a sua condução em pisos de asfalto depois do terceiro lugar, positivo, que conseguiu no Roma Capitale. “Fafe parece ter um traçado mais linear e fluído do que Roma, e ao menos em Portugal já vou aparecer com alguma experiência em ralis de asfalto. Apesar de tudo, estou convencido de que continuarei com o meu processo de aprendizagem neste tipo de ralis e ainda necessitarei de mais eventos com estas características para chegar ao nível que pretendo. Isto sem perder o foco da luta pelo campeonato apenas a pensar num rali de cada vez”.

Em terceiro lugar com 40 pontos, Craig Breen mostrou a sua boa forma no Mundial de Ralis no início de setembro com um fantástico segundo lugar na Estónia, e procura em Fafe o seu primeiro pódio no Europeu, com um Hyundai i20 R5 da Team MRF Tyres. Na sua antevisão, o irlandês enaltece o caráter imprevisível de uma prova desconhecida para a grande maioria dos participantes. “Uma das grandes dificuldades deste rali é o facto de ser inteiramente novo, e o facto de ter um caráter regional torna difícil a obtenção de informações sobre os percursos. Para este rali, pretendemos dar continuidade ao desenvolvimento dos nossos pneus e manter a consistência que nos tem levado a excelentes resultados”, referiu, além de assegurar estar “muito satisfeito” com o seu carro. 

O luxemburguês Grégoire Munster (Hyundai i20 R5), o finlandês Emil Lindholm (Skoda Fabia Rally2 Evo) ou o espanhol Efrén Llarena (Citroen C3 R5) são os outros pilotos em destaque na «classe-rainha» do europeu.