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IGREJA APELA PARA QUE NÃO SE ENCERREM CEMITÉRIOS NAS CELEBRAÇÕES TODOS OS SANTOS

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que reúne todos os Bispos de Portugal, emitiu um comunicado, apelando às autoridades que evitem o encerramento dos cemitérios durante o fim-de-semana em que se assinalam as celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos.

“É certo que não depende da Igreja a gestão da grande maioria dos cemitérios nacionais. Confiamos, porém, que as autarquias e entidades que os tutelam saberão interpretar as exigências do bem comum encontrando um justo, mas difícil equilíbrio entre os imperativos de proteger a saúde pública e o respeito pelos direitos dos cidadãos”, referem na nota divulgada esta segunda-feira, intitulada “Avivar a chama da esperança”.

“Porque não se adoece apenas de COVID-19. A impossibilidade de exprimir de forma sensível e concreta saudades e afetos também é causa de sofrimento e de doença, por vezes grave e até mortal”, acentuam.

Na nota de apelo para que os cemitérios se mantenham abertos, os Bispos portugueses ressalvam que “dado o estado atual da pandemia, é sensato que se imponham medidas suplementares de proteção, como a obrigatoriedade do uso de máscaras e o controlo do número de visitantes, em simultâneo, estabelecendo um limite máximo, conforme a dimensão dos espaços”.

Considerando que “não seria apropriado o encerramento completo dos cemitérios”, os Bispos realçam que, nos dias que antecedem e sobretudo no Dia de Todos os Santos (1 de novembro) e dos Fiéis Defuntos (2 de novembro), “são dias intensamente sentidos pela piedade dos fiéis católicos do nosso país, que neles fazem uma romagem de fé e esperança aos cemitérios onde repousam os restos mortais dos seus entes queridos”.

Porque não se adoece apenas de COVID-19. A impossibilidade de exprimir de forma sensível e concreta saudades e afetos também é causa de sofrimento e de doença, por vezes grave e até mortal

Aos sacerdotes e comunidades paroquiais os Bispos indicam que “as celebrações terão lugar nas igrejas e noutros espaços utilizados para o efeito nestes tempos de emergência, cumprindo as regras já estabelecidas”.

“Para diminuir ocasiões de maior aglomeração de pessoas, recomendamos aos párocos que considerem nestes dias, em coordenação com as autoridades locais, a possibilidade de celebrar a Eucaristia nos cemitérios. Quanto às romagens que é costume realizar nos cemitérios em sufrágio dos Fiéis Defuntos, sugerimos que se façam com acompanhamento mínimo, respeitando sempre as normas de segurança e de saúde”, adiantam.

Entretanto, no dia 14 de novembro, às 11h00, na Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima, a Conferência Episcopal vai celebrar uma Eucaristia de sufrágio pelas vítimas da pandemia em Portugal.