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QUINTA DE VILA POUCA EM MEINEDO ADQUIRIDA PARA VALORIZAÇÃO AMBIENTAL

A Câmara Municipal de Lousada adquiriu recentemente os 3,6 hectares da Quinta de Vila Pouca, em Meinedo. A propriedade, agora pública, localiza-se na margem direita do rio Sousa e integra a Paisagem Protegida Local do Sousa Superior (PPSS).
Este local compõe-se de terrenos com importante valor de conservação, que incluem uma alameda de tílias centenárias e com porte para serem consideradas de interesse nacional, uma faia monumental, várias espécies protegidas (como o tritão-palmado), entre outras preciosidades. Em termos florísticos, e antes das mais recentes intervenções, este local era o mais diverso do concelho, com mais de 200 espécies de plantas nativas registadas. Esta multiplicidade deve-se à diversidade de habitats ali presentes: matos, bosques, galeria ripícola e, ainda, o jardim da casa senhorial, que ainda apresenta resquícios da vegetação ornamental características dos jardins históricos da região.
“Com a aquisição dos terrenos, pretende-se restaurar toda a funcionalidade ecológica do espaço, bem como a beleza do jardim e espaços humanizados, valorizando e devolvendo dignidade a toda a área”, adianta fonte do município.
O investimento, aproximadamente 200 mil euros, reforça assim o comprometimento da autarquia com a conservação da natureza e a educação ambiental.
A casa solarenga, que representa um importante património histórico e cultural do concelho, onde vai ser sediada a Área da Paisagem Protegida do Sousa Superior recentemente constituída, prevendo-se também um espaço museológico para a consagração da memória de Duarte Leite, antigo embaixador e primeiro-ministro de Portugal.
Segundo a página de Facebook “Meinedo – A minha aldeia”, o Professor, Dr. Duarte Leite Pereira da Silva, nascido no Porto, em 1864, foi um democrata muito ilustre e muito considerado, a todos os níveis, sociais e políticos, residente que foi, na sua Casa de Vila Pouca – em Meinedo, Lousada, (uma quinta senhorial), onde se fixou após a sua aposentação, de diplomata, em 1931 e aí permaneceu até ao fim dos seus dias, em 1950.
Viveu e conviveu num período difícil da nossa história: A Implantação da República de 1910, tendo contribuído com o seu saber, dedicação e participação, para cimentar os ideais republicanos.
Considerado, um republicano convicto, da ala liberal, apartidário e anticlerical. De bom carácter e ainda, um invejável comunicador, quer oral, quer por escrito. Foi, Professor na Academia Politécnica do Porto; Republicano; Vereador da Câmara Municipal do Porto; Representante do Governo na C.P.(vogal); Ministro das Finanças; Presidente do Concelho de Ministros (1º. Ministro); Ministro do Interior; Diplomata (Embaixador de Portugal no Brasil de 1914 a 1931) e Escritor.