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CICLISTAS FORMADOS NA ADRAP AFIRMAM-SE NA W52/FC PORTO

A W52/FC Porto, uma das melhores formações do ciclismo nacional, tem investido fortemente em «estrelas» de Penafiel e da região do Vale do Sousa, formadas na ADRAP – Ases de Penafiel, uma das melhores escolas de ciclismo do nosso país.

Na presente temporada, Francisco Campos, Tiago Ferreira e Jorge Magalhães são os ciclistas da região que vestem de «azul-e-branco» mas Joaquim Silva, o «craque» natural da freguesia de Cabeça Santa e que hoje representa o Miranda-Mortágua, também já amealhou excelentes resultados na coletividade.

Um dos traços distintivos do projeto, que teve como base a União Ciclista de Sobrado e que evoluiu para a OFM-Quinta da Lixa-Goldentimes, antes de chegar à designação atual, foi precisamente a aposta em jovens, como referiu Nuno Ribeiro, diretor desportivo da estrutura e um ex-ciclista vencedor da Volta a Portugal nos anos de 2003 e 2008. 

Com as vitórias a aparecerem em provas como a Volta a Portugal do Futuro, vieram os patrocinadores, que investiram na equipa e que, com isso, permitiram-nos crescer

 

O investimento em ciclistas jovens com potencial, que foi o que se veio a verificar, foi complementado com reforços de excelente qualidade. O impacto está à vista de todos, tivemos vitórias, num período marcado pelo bom relacionamento entre os ciclistas e a união de toda a equipa

“Este projeto desportivo nasce através de uma forte aposta na formação, com a intenção de dar espaço e oportunidade de competir a ciclistas saídos das escolas, um problema que se verifica mesmo nos dias de hoje, em que ainda não existem equipas suficientes para acolher todos os ciclistas que saem anualmente das escolas de ciclismo. Já na altura, a criação de uma equipa que potenciasse ciclistas Sub-23 era uma forma de dar reconhecimento a esse escalão. Com as vitórias a aparecerem em provas como a Volta a Portugal do Futuro, vieram os patrocinadores, que investiram na equipa e que, com isso, permitiram-nos crescer”, revelou.

Com esse crescimento, veio o profissionalismo em 2013, a primeira alteração na designação da equipa e a chegada de um elenco de luxo à estrutura, com Samuel Caldeira ou os espanhóis Alejandro Marque, Gustavo Veloso e Eduard Prades a construírem uma das equipas mais respeitadas do ciclismo português. 

“A transição para o ciclismo profissional foi possível através do crescimento da equipa e vontade dos patrocinadores, e da persistência do presidente. O investimento em ciclistas jovens com potencial, que foi o que se veio a verificar, foi complementado com reforços de excelente qualidade. O impacto está à vista de todos, tivemos vitórias, num período marcado pelo bom relacionamento entre os ciclistas e a união de toda a equipa”, frisou o dirigente portista, que falou da chegada ao clube do penafidelense Joaquim Silva em 2015, na altura com 23 anos. 

“O Joaquim Silva é um excelente ciclista, trepador. Foi um reforço importante para a equipa, na ajuda dos títulos conquistados na altura. A formação da ADRAP é aliás reconhecida a nível nacional, basta ver os diversos ciclistas que lá são formados e que depois competem no ciclismo nacional, até porque nem todo o ciclista que sai das escolas se adapta ao ciclismo profissional”, asseverou.

A seguir a Joaquim Silva, outros antigos «ases de Penafiel» passaram pela estrutura hoje designada de W52/FC Porto, como Daniel Freitas, Francisco Campos, Tiago Ferreira e Jorge Magalhães, sendo que os três últimos ainda fazem parte da estrutura, e para Nuno Ribeiro o investimento tem sido bastante positivo. 

“São ciclistas que se adaptaram ao ciclismo profissional e que agarraram as oportunidades que tiveram, dando sempre o seu melhor, daí os resultados obtidos. São uns excelentes jovens ciclistas, um especialista no contrarrelógio e um sprinter. Esperamos que se mantenham na equipa, pois temos de ir renovando os elementos”, sublinhou o dirigente, que assim abre a porta à possibilidade de os jovens continuarem a evoluir para se tornarem futuras referências desta equipa de estatuto Continental, que realizou recentemente uma prestação invejável na Volta a Portugal, com vitória na classificação por equipas e na camisola amarela, da autoria de Amaro Antunes.