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ARQUIVO MUNICIPAL PENAFIEL DESAFIA A RECUPERAR MEMÓRIAS DAS MADRINHAS DE GUERRA

O Arquivo Municipal de Penafiel desafia os penafidelenses a recuperar memórias das Madrinhas de Guerra que, no tempo da Guerra do Ultramar, se correspondiam com os soldados.

“Se foi Madrinha de Guerra e é do concelho de Penafiel, ou se foi militar no Ultramar, é penafidelense e se correspondeu com uma Madrinha de Guerra, conte-nos a sua história”, desafiam as pessoas que possam ter histórias desse tempo.

“Fale-nos desses tempos, dessas cartas e postais ou fotografias. De que forma esta correspondência foi importante para si e deu alento em tempos tão difíceis”, propõem.

Para participar neste desafio do Arquivo Municipal de Penafiel basta fazer um pequeno texto a contar a sua experiência, se tiver algum documento ou carta, ou foto, que queira partilhar pode anexar e enviar para o email: arquivo.penafiel@cm-penafiel.pt .

O desafio vai decorrer durante o mês de novembro e, adianta o Arquivo Municipal, posteriormente os textos serão disponibilizados na página, com o devido consentimento dos autores.

Sobre as Madrinhas de Guerra o Arquivo Municipal especifica que “eram as madrinhas que se correspondiam com os soldados em campanha de modo a apoia-los moralmente. A madrinha escrevia cartas para o «seu soldado», enviava fotografias, presentes”

“Surgiram em 1915 com a criação por Marguerite de Lens, da Associação «A Família do Soldado». Depois disso várias associações foram criadas. Em Portugal, a criação das Madrinhas de Guerra é da responsabilidade da Associação «Assistência das Portuguesas às vítimas de Guerra». Este grupo era dirigido por Sophia de Carvalho Burnay de Mello Breyner. 

No decurso da Guerra Colonial Portuguesa, as Madrinhas de Guerra foram reinventadas pelo «Movimento Nacional Feminino», com o objetivo de proteger os militares mobilizados no Ultramar. Estas meninas correspondiam-se com os soldados, levantando-lhes a moral e, muitas vezes, contatavam as famílias dos afilhados ajudando-as moral e até materialmente.

De forma a sustentar este apoio, foi criado o Serviço Nacional das Madrinhas. Os aerogramas trocados tinham um custo mais reduzido ou eram gratuitos, facilitando os contactos”, lê-se numa publicação do Arquivo Municipal de Penafiel.