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PAREDES JÁ RECEBEU BENFICA EM PENAFIEL NA CAMPANHA HISTÓRICA DE 1984/85

O próximo sábado não vai ser a primeira vez que o Paredes receberá o Benfica na Taça de Portugal. Com efeito, na temporada de 1984/85 os paredenses também receberam os «encarnados» na prova-rainha do futebol português, no Estádio Municipal 25 de Abril, em Penafiel.

Esse plantel, protagonista da melhor campanha de sempre do clube na Taça, era formado por «craques» como o brasileiro Dilson Santos (foi campeão no Sporting na época de 1979/80), Vítor Móia (campeão no Benfica de 1974/75), Rui Meireles (o talentoso jogador de Castelões de Cepêda que chegou a alinhar na seleção nacional de futsal), entre outros, e realizou uma caminhada imparável até aos quartos-de-final.

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Moreirense (4-0), Valenciano (6-1), Vialonga (2-0), Almada (2-0) e Marinhense (3-1) caíram aos pés dos paredenses, num percurso imaculado que teve o seu corolário em Penafiel, num jogo inesquecível para o União. A festa, contudo, duraria pouco tempo. Pouco habituados a defrontar um adversário deste calibre, e algo nervosos, os paredenses cometeram erros fortemente penalizadores na primeira parte, que os «encarnados» prontamente aproveitaram. Manniche (12′), Wando (28′) e o histórico «craque» do futebol português Nené (30′) marcaram os três golos da vitória benfiquista, num encontro memorável disputado a 4 de maio de 1985.

Para a história, ficou um dia de festa que antecedeu uma época festiva para ambos os clubes. Apesar de ter perdido o título para o FC Porto (o primeiro de Pinto da Costa como presidente), o Benfica acabou por vencer os «dragões» na final da Taça de Portugal, e o Paredes carimbou a subida à Segunda Divisão Nacional, ao golear o Freamunde por 4-1 no Campo das Laranjeiras a 2 de junho de 1985, e assegurar o segundo e decisivo lugar na Série B da 3ª Divisão Nacional. Para a história, ficaram os golos de Carvalhinho, Carlitos, Meireles e Filipe, que ajudaram o Paredes a vencer por uma vantagem superior a duas bolas, fundamentais para atingir à altura um sonho histórico.

texto: Gonçalo Novais
Créditos das fotos: Arquivo USC Paredes