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JOVENS VIGARARIA CASTELO PAIVA-PENAFIEL LEMBRAM JMJ PANAMÁ NA ENTREGA SÍMBOLOS JORNADA A PORTUGAL

Uma delegação de jovens do Panamá entregou, este domingo, na Basílica de São Pedro, na presença Papa Francisco, os Símbolos Jornada Mundial da Juventude, compostos por uma Cruz e um ícone de Nossa Senhora, à delegação de Portugal, que em 2023 irá organizar este grande encontro mundial de juventude dinamizado pela Igreja Católica.
“É um passo importante na peregrinação que nos levará a Lisboa, em 2023”, disse o Papa Francisco, no final da Missa a que presidiu, na Basílica de São Pedro.
“Dirijo uma saudação particular aos jovens panamenhos e portugueses, aqui representados por duas delegações que, em breve, realizarão o gesto significativo da passagem da Cruz e do Ícone de Maria ‘Salus Populi Romani’, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude”, referiu Francisco, citado pela Agência Ecclesia.
Concelebraram com o Papa o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, e os cardeais portugueses D. José Tolentino Mendonça e D. Manuel Clemente; os bispos auxiliares de Lisboa D. Américo Aguiar e D. Joaquim Mendes, coordenadores-gerais do Comité Organizador Local da JMJ 2023; e três sacerdotes: padre Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil; os padres José Alfredo Patrício e António Estêvão Fernandes, reitor e vice-reitor do Colégio Pontifício Português, que colaboram com as atividades da JMJ 2023, em Roma.
A Cruz Peregrina foi entregue a Fernando Vieira (Diocese de Braga), Guilhermino Sarmento, (Diocese de Lisboa) e João Amaral (Diocese das Forças Armadas e de Segurança).
As jovens Tatiana Severino (Diocese do Porto) e Daniela Calças (Diocese de Lisboa) receberam o Ícone de Nossa Senhora.
A propósito da entrega dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) recordamos a participação portuguesa, que intregrou quatro jovens da Vigararia de Castelo de Paiva-Penafiel acompanhados do Pe. André Machado e do agora também Pe. Micael Silva, na JMJ do Panamá, em janeiro de 2019.
“Antes da partida sempre nos disseram que quando voltássemos não seríamos os mesmos; que as jornadas mudam pessoas e criam amizades para a vida; e assim foi. Íamos na incerteza de que aquelas palavras seriam verdade. Mas hoje podemos dizer-vos, com a maior das certezas, que são a maior verdade. Viver a fé em paróquia, vigararia, dioceses é bom, mas sentir a união, a alegria, comunhão, cumplicidade, a amizade que essa fé em Cristo transforma e une o Mundo é algo inexplicável, só presenciando é que se pode sentir verdadeiramente”, lembram os jovens Catarina Pereira, Andreia Moreira, João Pinto e Eduardo Cunha, das paróquias de Bairros e Real, em Castelo de Paiva.
“As jornadas não são só orações e missas, estão enganados. Claro que essa é a base, e é muito à volta deste “assistir e sentir as diferentes formas de viver a fé”, que se move o espírito das Jornadas Mundiais da Juventude. Esta vivência é algo que nos enriquece como cristãos e como cidadãos que somos. Se de coração aberto e disponíveis para mudança e para fortalecimento da nossa fé nos dispusermos, a criação de laços é inevitável e única pelo simples facto de “estar ali movidos pelo amor e fé em Cristo”. São estes momentos que nos fazem pensar e ver que na realidade a vida pode ser muito mais e melhor do que nós a fazemos e vivemos”, acrescentaram, relembrando o entusiasmo da JMJ no Panamá.
Também o Pe. André Machado, na altura pároco de Fornos, Real e Bairros, em Castelo de Paiva e responsável pela pastoral juvenil na vigararia, acompanhou estes jovens na vivência das Jornadas Mundiais da Juventude, durante oito dias, no Panamá.
“Para mim, o sentimento dominante nestas Jornadas Mundiais da Juventude foi, sobretudo, de alegria. Depois, o facto de estar tão perto do Papa, e de quase lhe podermos tocar, é quase como estar mais perto daquele pedacinho de Deus, que está, de certa forma, ao alcance dos nossos olhos. São estas as razões que fazem das Jornadas um evento absolutamente fantástico”, refere o Pe. André Machado, atualmente Vice-Reitor do Seminário do Bom Pastor da Diocese do Porto, em Ermesinde.
“A primeira reação dos jovens da nossa comitiva foi de surpresa, até porque, para muitos deles, era a primeira vez que assistiam a umas Jornadas, pelo que não sabiam muito bem o que esperar. E posso dizer que a experiência excedeu as suas expectativas. Apesar de sermos de paróquias diferentes, aqui sentimo-nos uma única família”, recordou.
“Há uma mensagem do Papa que me marcou profundamente. Na sua intervenção, mencionou o facto de estarmos aqui, com cores diferentes, roupas diferentes, e provenientes de países e paróquias diferentes, mas unidos em Cristo. É esse o grande espírito das Jornadas Mundiais da Juventude. Independentemente das nossas diferenças, aquilo que nos une é Cristo, que sentimos no nosso coração. Esta é a grande lição que podemos levar connosco. Partir sem preconceitos, sem barreiras, com maneiras de rezar e viver a fé muito diferentes, mas integrantes da mesma família, e professando em conjunto a nossa fé”, realçou o Pe. André Machado, natural de Carvalhosa, Marco de Canaveses.
Fomos ao encontro, expectantes do que iríamos vivenciar nestas Jornadas Mundiais da Juventude, que no Panamá, como acontecerá em Portugal no verão de 2023, juntam milhares de jovens de todo o mundo.
Escutando, tão próximo de nós, o Papa Francisco, assim se entende o apelo que reúne milhares de jovens nas Jornadas: “Este encontro irradia esperança. Cada um regressará a casa com aquela força nova que se gera sempre que nos encontramos com os outros e com o Senhor, cheios do Espírito Santo para lembrar e manter vivo aquele sonho que nos faz irmãos e que somos convidados a não deixar congelar no coração do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: «Senhor, ensinai-me a amar como Vós nos amastes»”.
A Cruz da JMJ foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcou o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; em 2003, o mesmo pontífice confiou aos jovens uma cópia do Ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’.
A JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano), alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.
Na celebração da entrega dos Símbolos JMJ a Portugal, o Papa anunciou ainda novidades relativamente à celebração da JMJ a nível diocesano.
“Passados 35 anos da instituição da JMJ, depois de ter ouvido o parecer de várias pessoas e o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – que é competente no que se refere à Pastoral Juvenil – decidi transferir, a partir do próximo ano, a celebração diocesana da JMJ do Domingo de Ramos para o Domingo de Cristo Rei”, declarou.
“No centro, continua a estar o Mistério de Jesus Cristo Redentor do homem, como sempre destacou São João Paulo II, iniciador e patrono da JMJ”, acrescentou.
As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.
Miguel Carvalho com Agência Ecclesia
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