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DESIGNER PENAFIDELENSE CONSIDERADA JOVEM MAIS TALENTOSA PORTUGAL

Matilde Horta, natural de Penafiel, é uma jovem ilustradora freelancer de 27 anos, atualmente a viver e a trabalhar no Porto. Designer por formação, trabalhou em empresas da área durante três anos, mas mudou para a ilustração para fazer aquilo de que “realmente gosta” e ser “chefe de si própria”.

Recentemente, foi considerada a jovem mais talentosa de Portugal, de acordo com a revista NiT, que promoveu um concurso em que Matilde foi a grande vencedora.

Durante a primeira fase do concurso “New Talent”, realizado em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, a publicação selecionou 50 jovens da área do lifestyle que “merecem uma especial atenção” e apurou 10 finalistas.

“Estava a passear na rua quando recebi a chamada a dizer que tinha ganho. Quem estava comigo viu a minha cara e perceberam logo o que tinha acontecido. Agora? Agora muda muita coisa”, contou à NiT a ilustradora penafidelense eleita como a jovem mais talentosa do país.

Depois de trabalhar na área do design durante três anos, Matilde Horta explica que decidiu fazer uma pausa para “perceber o que realmente gostava de fazer”.

Enquanto vencedora do concurso, Matilde Horta recebe uma bolsa de 10 mil euros para aplicar em projetos da sua escolha.

Questionada sobre que tipo de projetos pode, eventualmente, desenvolver com o prémio, Matilde explicou que gostaria de investir na cerâmica, algo que já lhe “anda na cabeça”, há muito tempo.

“Aprecio muito a cerâmica portuguesa e gostava de poder pôr os meus desenhos e ilustrações em cerâmicas. Para além das cerâmicas também gostava de começar a investir mais em bordados portugueses e aprender mais sobre essas técnicas aplicando os meus grafismos a esses objetos culturais”, revela.

Enquanto não põe as mãos nas cerâmicas, o impacto da participação já se fez sentir. O “boom” na conta de Instagram foi quase instantâneo.

“Houve muita gente nova a ver o meu trabalho, mas nem sempre precisamos de muita gente. Basta que surjam pessoas que nós sabemos que fazem a diferença. Basta uma que valorize o trabalho, que goste de arte, para me pedir dois ou três trabalhos, não são precisos mil novos seguidores”, refere à NiT a jovem ilustradora.

 

Paulo Alexandre Teixeira