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PAULO PEREIRA “OTIMISTA” COM SELEÇÃO DE ANDEBOL ANTES DO MUNDIAL

O selecionador nacional de andebol Paulo Pereira, natural de Amarante, parte com muito otimismo relativamente ao grupo de trabalho que tem à sua disposição para atacar o Campeonato do Mundo de Andebol, que começa no próximo dia 13 de janeiro, no Egito.
Com Portugal de regresso à maior competição internacional de seleções de andebol, 18 anos depois da sua última participação, que decorreu precisamente no nosso país, o brilharete luso no Europeu do ano passado, um conjunto de jogadores plenamente afirmados na alta-roda do andebol europeu e as recentes promissoras exibições em compromissos oficiais fazem crescer a expectativa de que o ano de 2021 possa começar muito bem para o desporto português.

Quem o assume é o próprio selecionador, que nas suas declarações mostra total confiança no processo e no grupo de trabalho que tem à sua disposição.
“Estou sempre otimista, com um grupo destes como é que eu posso não estar otimista?! Nós trabalhamos sempre no sentido que todos façam parte do grupo de forma ativa, o que significa que se faltar alguém, temos outras pessoas para fazer o que nós planeámos, daí a minha confiança”, reiterou.
Andebol Seleção Nacional

Seleção Nacional Andebol

A confirmar esta confiança estão os resultados obtidos, como os da fase de qualificação para o Europeu do próximo ano. Inserido no Grupo 4 de qualificação, Portugal tem dominado por completo os seus adversários e ontem bateu a Islândia por 26-24, isolando-se claramente no primeiro lugar com seis pontos resultantes de três vitórias em outras tantas partidas, que também trouxeram triunfos à «equipa das quinas» sobre Israel (31-22) e Lituânia (34-26).
Após o mais recente jogo frente à equipa nórdica, Paulo Pereira assumiu-se “muito satisfeito” pela forma como Portugal superou as contingências da partida, e o central e capitão de equipa Rui Silva, um dos elementos da «armada» portista na seleção, partilhou igualmente a sua confiança na qualidade do grupo.
“Visualizamos sempre uma boa vitória mas do outro lado também está outra equipa, um conjunto muito bom, que tem provado que não precisa de grandes estrelas para realizar bons jogos. Sentimo-nos mais perto do que é o nosso objetivo e, além disso, esta vitória motivou-nos para o Mundial, que é a grande competição que aí vem. O Europeu passado serviu para mostrar a todo o Mundo do andebol e a Portugal inteiro que pode contar com esta seleção e, no Mundial, queremos trazer o melhor resultado possível”, afiançou.
Conhecido está já o grupo que irá representar o nosso país por terras africanas e, do leque de 20 jogadores, 11 vêm da Cidade Invicta, de um FC Porto que é hoje uma das equipas mais fortes do andebol mundial. O guarda-redes Alfredo Quintana, os centrais Rui Silva e Miguel Martins, os laterais André Gomes, Fábio Magalhães e Diogo Silva, os pontas Diogo Branquinho, António Areia e Leonel Fernandes e os pivôs Daymaro Salina e Victor Iturriza tentarão transpor para a seleção o excelente entrosamento que revelam na equipa.
O Benfica, segunda equipa portuguesa mais representada, conta apenas com a presença de dois jogadores, o guarda-redes Gustavo Capdeville e o lateral Bélone Moreira, do campeonato francês chegam Pedro Portela (Tremblay), Alexandre Cavalcanti (HBC Nantes), Gilberto Duarte e Alexis Borges (ambos do Montpellier), o jovem pivô Luís Frade é o representante do Barcelona, o veterano guarda-redes do Póvoa e um jogador histórico e conceituado do andebol nacional, Humberto Gomes, fará a sua estreia em Mundiais aos 43 anos, e dos suíços do HSC Suhr-Aarau chega-nos o lateral João Ferraz, experiente jogador que já passou por clubes como o FC Porto, Madeira SAD, Xico Andebol ou Francisco de Holanda.
A campanha de Portugal, que está no Grupo F, terá início no dia 14 de janeiro frente à Islândia. No dia 16, é a vez de a seleção lusa defrontar Marrocos e, passados dois dias, fecha a primeira fase da competição, diante da Argélia.
Andebol Portugal
Quanto ao formato da competição, terá uma primeira fase de 8 grupos de 4 equipas cada, num total de 32 seleções. Destas, as três primeiras de cada grupo passam para uma segunda fase de grupos, a Main Round, com 4 grupos de 6 equipas cada, enquanto as últimas irão disputar, em 2 grupos de 4 equipas, a Presidents Cup, cuja classificação em cada grupo determinará a disputa posterior de quatro jogos finais, que servirão para definir do 25º ao 32º classificados.
Na Main Round, os dois primeiros de cada grupo vão para os quartos-de-final a disputar no dia 27 de janeiro, numa competição que depois passa a ser exclusivamente em regime de «play-off», com as meias-finais a disputar no dia 29 e a final no dia 31 deste mês.
TEXTO : Gonçalo Novais