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“A FERROVIA PODE TORNAR-SE NO GRANDE INVESTIMENTO PÚBLICO ESTRATÉGICO DA REGIÃO”

“Temos de estar na linha da frente e o investimento na ferrovia pode tornar-se no grande investimento público estratégico para o desenvolvimento da região”, realça, em entrevista ao Penafiel Magazine, Telmo Pinto, primeiro secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS).

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A proposta de uma nova linha ferroviária a partir de Valongo, com passagem por Lordelo, Rebordosa, Paredes, Paços de Ferreira, Freamunde, Lousada Norte e Felgueiras, está relacionada com o crescimento demográfico corroborado com o crescimento económico, nomeadamente, no mercado de exportação.

O primeiro secretário executivo da CIM-TS considera que “é uma excelente oportunidade não só no que diz respeito à mobilidade de pessoas, mas também das empresas passarem a escoar os produtos pela via ferroviária, numa clara transformação do território”.

“Estes são dos territórios da região norte que mais tem crescido em termos demográficos, mas também tem-se desenvolvido nos indicadores económicos e nas exportações, e hoje sabemos que a rentabilização para nos tornarmos mais competitivos passa muito pela utilização de novos meios de transporte. Esta nova linha de caminho de ferro vai responder a este incremento industrial, com claros reflexos nas exportações e reforço nas condições de mobilidade da sua população”, considera.

O trabalho contínuo da CIM-TS com os 11 Municípios é extremamente importante, porque embora existam políticas locais de dinamização económica, é crucial ter a visão do território como um todo. 

Como exemplo desta coesão territorial é o recente anúncio do investimento da ferrovia para a região, com a reabilitação da linha do Tâmega e a construção da linha ferroviária entre Valongo e Felgueiras, e numa segunda fase, de Felgueiras até Amarante.

Em relação a expectativas, Telmo Pinto frisa que “da parte da nossa Comunidade Intermunicipal existe um empenho absoluto e uma reivindicação para com situações concretas e executáveis para o território”.