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AE PENAFIEL APELA AO GOVERNO MAIOR ATENÇÃO PELO COMÉRCIO LOCAL

A Associação Empresarial de Penafiel (AEP) apelou ao governo, numa carta aberta dirigida ao primeiro ministro António Costa, que se estabeleçam metas para desconfinar a economia através de um plano com regras muito claras a serem seguidas pelos empresários.

“É necessário que haja melhor planeamento, maior ambição, mais responsabilização, um desconfinamento programado e maior adesão à realidade difícil por que está a passar a economia e a sociedade, mais em concreto os pequenos negócios”, acentuam na missiva enviada ao primeiro-ministro António Costa.

Nas medidas elencadas, a AEP alerta o governo para “estabelecer metas para desconfinar ou confinar a economia, tendo em conta critérios epidemiológicos claramente definidos, com regras muito claras a serem seguidas pelos empresários e reforçar os meios de fiscalização e sensibilização no terreno para garantir o cumprimento das regras definidas no plano de desconfinamento”.

“Garantir que os projetos de apoio às empresas, que lhes vão permitir o apoio financeiro indispensável à sua sobrevivência, tenham meios de candidatura fáceis, pouco burocráticos, com análise célere e rápida disponibilização das verbas”, ressalvam, sustentando que a AEP tem uma visão muito aproximada da realidade de muitos empresários, maioritariamente afetos ao comércio e serviços de proximidade, restauração e similares.

“Todos, sem exceção, têm sido arredados do peso de um dos lados da balança: o de poderem vender bens ou serviços que lhes permite o respetivo contrapeso: pagar ordenados, empréstimos bancários, impostos e demais obrigações. O encerramento das empresas, muitas delas viáveis, por si só e sem uma estratégia alternativa, transmite um sentimento de abandono do nosso tecido económico”, constatam os responsáveis da AEP.

E reforçam: “Pedimos que não deixe a economia de proximidade morrer e que assuma um verdadeiro combate à Covid-19.  Não nos obrigue a escondermo-nos da pandemia, algo que fez sentido em março de 2020, mas que já não tem qualquer adesão à realidade em março de 2021”.

A Associação Empresarial de Penafiel, nesta carta aberta ao primeiro-ministro, questiona, a propósito das medidas de confinamento impostas no comércio de proximidade, quais são os riscos de transmissão por Covid-19 numa loja de vestuário/sapataria que atende dois clientes de cada vez, ou numa ourivesaria que atende um cliente de cada vez, num estabelecimento de restauração que cumpre as normas decretadas pela Direção-Geral da Saúde e que eventualmente até pondera servir refeições no exterior, num cabeleireiro que cumpre as normas decretadas pela Direção-Geral da Saúde e que, por exemplo, atende dois clientes de cada vez, num café por vender ao postigo um café e uma nata.

“Com as perguntas/exemplos simples que elencámos, queremos transmitir a V. Exa. que a aposta num confinamento da economia por razões que não são entendíveis na ótica dos empresários e do cidadão comum, originam incompreensão, desmotivação, no limite o descrédito das políticas definidas pelo Governo para o combate a esta mesma pandemia”, atestam.