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Ambisousa pede “seriedade” para a instalação da unidade de bio resíduos em Paredes

O presidente da Ambisousa, que serve seis concelhos do Vale do Sousa, pediu hoje que se olhe com “seriedade” e “sentido de estado” para a instalação de uma unidade de valorização orgânica de bio resíduos na zona industrial de Parada/Baltar, no concelho de Paredes.

 

Antonino de Sousa, que é também autarca da Câmara de Penafiel, disse ainda que “comparar isso com um aterro sanitário ou com qualquer outro tipo de unidade de tratamento de resíduos é mostrar ou má fé ou ignorância”.

As declarações do presidente da Ambisousa surgem na sequência das várias críticas que têm sido feitas ao projeto, quer pela população de Baltar, quer por alguns partidos políticos.

A Assembleia de Freguesia de Baltar manifestou-se, na segunda-feira, contra a instalação da unidade orgânica de valorização de bio resíduos na freguesia.

 

PSD/Paredes solidário com população de Baltar

O PSD de Paredes, que na semana passada se tinha assumido “contra” a instalação da unidade industrial no concelho e acusou o presidente da Câmara Municipal de Paredes de “esconder o dossier” manifestou-se hoje, em comunicado, “solidário com a população de Baltar”.

Na quinta-feira, Alexandre Almeida anunciou que, “apesar de não ser obrigatório, solicitou à Ambisousa um estudo que avalie o impacto ambiental” da instalação da unidade industrial, assim como à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Na noite de quinta-feira, o autarca de Paredes tentou realizar uma sessão de esclarecimento à população, na sede da junta de freguesia, mas o encontro não se chegou a realizar, porque, segundo avançou o Novum Canal, compareceram várias centenas de pessoas e a sala definida para o efeito não tinha capacidade para as acolher.

O encontro ficou adiado para a próxima segunda-feira, no auditório da escola básica 2,3 de Baltar.

Antonino de Sousa confirmou, ainda, o pedido de impacto ambiental feito pelo autarca de Paredes, ressalvando, por outro lado, que “pedir um estudo de impacto ambiental para esta unidade ambiental, do ponto de vista objeto e substancial, nem faz grande sentido, porque não se faz um estudo de impacte ambiental para uma unidade industrial”.

“Mas compreendemos o anseio de alguma população” acrescentou, lamentando “algum aproveitamento político de uma situação que é de Estado”.