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Ministro das Infraestruturas acredita na sustentabilidade da Linha do Vale do Sousa

O ministro das Infraestruturas considerou hoje, em Felgueiras, que a linha ferroviária do Vale do Sousa, reclamada por vários municípios do interior do distrito do Porto, possui “massa crítica e movimentos” para garantir a sua sustentabilidade.

 

“Para mim, é evidente que, num conjunto muito diverso de linhas férreas que vão ser propostas por todas as regiões do país, este eixo de Felgueiras até Valongo tem massa crítica e movimentos que podem dar sustentabilidade a uma linha de caminho de ferro nesta região. Esta é a nossa perceção”, afirmou, Pedro Nuno Santos.

Discursando nos Paços do Concelho de Felgueiras, onde hoje presidiu à cerimónia de assinatura do contrato da Estratégia Local de Habitação para aquele concelho do distrito do Porto, orçada em cerca de seis milhões de euros, o ministro recordou a aposta do Governo na ferrovia.

Pedro Nuno Santos sinalizou, a propósito, que está a ser feito um estudo para avaliar a viabilidade da construção e exploração de uma nova linha férrea, ligando Valongo (Linha do Douro) a Felgueiras, passando pelos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira e Lousada.

“Para se fazer um trabalho com seriedade tem de se fazer um estudo. É esse estudo que vai ser feito para avaliar a viabilidade de uma linha férrea nesta região”, reforçou o governante.

Para Pedro Nuno Santos, a possível construção da nova infraestrutura será “uma grande oportunidade para Felgueiras”.

“Em bom tempo, os municípios desta região, o Vale do Sousa, identificaram a importância desta linha de caminho de ferro”, considerou o ministro, acrescentando: “senhor presidente [da Câmara de Felgueiras], não lhe garantindo que vamos começar a construir uma linha amanhã, vamos trabalhar a sério para perceber da sua viabilidade. Se ela for viável, logo que haja disponibilidade do Estado, poderemos fazer justiça às populações da região”.

Pedro Nuno Santos também se referiu à construção da ligação da Autoestrada 11 (A11) à zona industrial de Cabeça de Porca, no concelho de Felgueiras, sublinhando que a obra será uma realidade, com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência, sem que a autarquia local tenha que dispor de quaisquer verbas.

O ministro lembrou que na anterior legislatura, quando não havia fundos comunitários para aquela infraestrutura rodoviária, a Câmara de Felgueiras, como outras no país, dispôs-se a assumir parte dos custos das obras para assegurar as ligações às zonas industriais.

“Felgueiras arriscou a estar nesse pelotão da frente, não quis que o seu município ficasse de fora e participou, fazendo parte da solução. É só por isso que hoje o senhor presidente da câmara [Nuno Fonseca] pode dizer: esta ligação que eu consegui lá trás vai ser financiada também a 100%”, concluiu.

 

APM // JAP

Lusa/Fim