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MUSEU MUNICIPAL ATENTO PROSPEÇÃO E PROTEÇÃO PATRIMÓNIO

Museu Penafiel

O Museu Municipal de Penafiel está a divulgar, através das redes sociais, uma série de atividades que visam demonstrar o trabalho de campo e o acervo museológico, durante o período em que as portas da instituição estarão encerradas, no âmbito das medidas de prevenção da covid-19.

Uma das suas responsabilidades é o trabalho de prospeção do património cultural de Penafiel, “uma faceta invisível do museu, mas que tem grande relevância” para o concelho, ressalvou ao Penafiel Magazine a diretora do Museu.

“É uma atividade que a maior parte do nosso público não conhece, mas que tem ligações importantes a outras áreas de atuação do município, nomeadamente em questões de licenciamento de obras, ordenamento do território e gestão urbanística”, anotou Maria José Santos.

As prospeções arqueológicas são realizadas pela equipa do Serviço de Gestão do Património Cultural, que tem por objetivo “assegurar a salvaguarda do património cultural do município”, acrescentou.

Em intervenções mais recentes, a equipa, composta por dois técnicos, realizou prospeções nas freguesias de Penafiel (Santa Marta) e Croca, Milhundos, Rans, Bustelo e Duas Igrejas.

Segundo a diretora, este trabalho de campo “muito sistemático” realiza-se no âmbito da revisão da Planta do Património do Plano Diretor Municipal (PDM) e permite identificar novas áreas de proteção e realizar a revisão das já existentes.

“Sempre que há uma atualização, aproveitamos todo este conhecimento acumulado ao longo dos anos para fazer uma revisão das áreas já conhecidas e identificar novas zonas que precisem de ser incluídas no PDM”, acrescentou.

Segundo a diretora, no âmbito destas prospeções, já foi possível identificar novos monumentos megalíticos que ainda não foram escavados, novos marcos, mas também desaparecimento de outros.

Acrescenta ainda, que as visitas de prospeção, permitem realizar “alguma vigilância” do património já assinalado, para verificar se ocorreram prejuízos ou danos, por exemplo.

 

Texto: Paulo Alexandre Teixeira