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“NUNCA FOI SÓ UM PREGUINHO NORMAL”

José Gomes revela como tudo se concretizou no Preguinho On Wheels, que do conceito de street food se assumiu como espaço de restauração distinto em Penafiel

O Preguinho On Wheels comemorou o segundo aniversário no início de novembro e, embora já sem as wheels (rodas), uma vez que conquistou o estatuto de restaurante, continua a proporcionar uma autêntica, intensa e única viagem de sabores.

“O melhor preguinho do mundo” agora pode ser degustado no restaurante que se encontra situado na Avenida Santa Marta, junto da rotunda de uma das principais entradas da cidade de Penafiel.

José Gomes, proprietário e fundador do projeto, é um jovem penafidelense que seguiu o seu sonho e, como comentou ao Penafiel Magazine, foi com muita paixão, trabalho e resiliência que o conseguiu cumprir.

“Eu sempre me considerei uma pessoa empreendedora. O meu bisavô, o meu avô e o meu pai sempre trabalharam no ramo do comércio e acho que já me estava no sangue, apesar de eles nunca terem estado ligados à área da restauração”, referiu.

José Gomes começou por desenvolver a paixão pela cozinha, tanto que frequentou e concluiu um curso de cozinha e pastelaria, mas que acabou por seguir outro caminho. E foi assim que o jovem empreendedor penafidelense começou a pensar: “Se eu já estou com ideias tão fixas, tão definidas, vou arriscar. E desde o início que tive a imprescindível ajuda e incentivo do meu pai para realizar os meus sonhos e fazer o que eu achasse que me ia fazer bem. Acreditamos sempre que isto seria possível e foi uma questão de meio ano até fazer um bom projeto e seguir para o street food, onde me diverti imenso e conheci o país”.

A ideia de José Gomes sempre foi a restauração, mas devido à sua tenra idade – começou com 20 anos – achou que não era a altura ideal para abrir um restaurante. “Tanto pela idade como pela falta de experiência achei por bem que uma roulotte seria o ideal para começar”, revelou.

A roulotte, como explicou José Gomes, foi uma rampa de lançamento, que serviu o propósito de aprendizagem com aquisição de experiência na área, e também foi barómetro para perceber se o produto era aceite pelas pessoas, algo que perceberam rapidamente que sim – “toda a gente adorava”.

“Estarmos sobre rodas fez com que tivéssemos de ser nós a ir à procura do cliente, ou seja, a ir à procura das pessoas para partilhar o nosso melhor”, comentou.

O objetivo de abrir uma casa esteve sempre bem presente e daí que a roulotte tenha durado apenas cerca de um ano e meio. “Nós tínhamos o nosso cantinho em frente ao centro de saúde de Penafiel e tínhamos uma tenda cá fora. Como a nossa cidade é fria no inverno e a chuva é chata, os nossos clientes já diziam que num espaço acolhedor comiam mais vezes este produto. Além de ser um objetivo, as pessoas incentivavam para que isso acontecesse e daí que eu não tenha demorado muito tempo até conseguir abrir uma casa”, afirmou.

Apesar das dificuldades e de uma realidade muito competitiva na área da restauração, José Gomes nunca baixou os braços na procura pela concretização do seu sonho.

“Sabia que podia ser possível. Embora já existissem muitas pregarias, várias cadeias e vários restaurantes espalhados”, anotou.

A história do Preguinho On Wheels é também um autêntico triunfo da qualidade. “Tentamos perceber de que forma é que podíamos fazer de uma coisa simples um produto top, e daí a aposta na qualidade de carne”, realçou.

“Não é o preço que as pessoas estão habituadas, precisamente porque não é a carne que as pessoas estão habituadas a comer. É outro tipo de carne e a qualidade é indiscutível. Nós nunca quisemos ter produtos processados. Tentamos fugir ao máximo a qualquer produto que seja feito em fábrica, em que nós não saibamos o que estamos a comer”, explicou José Gomes

O preguinho é, segundo José Gomes, um produto que acaba por agradar a qualquer faixa etária: “Hoje em dia os pais já me contam que são os próprios miúdos a dizer que não querem ir a uma grande cadeia de fast-food”.

O Preguinho On Wheels desde as suas raízes que procura ser diferenciador e não tem deixado de evoluír no sentido de melhorar o produto.

“A nossa carne é a mais tenrinha que há. É carne transmontana.

Os legumes tento comprar a produtores locais e coisas que sei que são caseiras. O nosso sabor fomos buscá-lo à Madeira, o sabor a alho. Nós também temos o bolo do caco de origem madeirense e é um objetivo futuro ter uma produção de bolo do caco cá”, especificou, reforçando que a aposta passa pelo produto nacional.

O segredo para o sucesso tem estado no sabor que é conferido pela manteiga de alho, pelas especiarias e ervas aromáticas e a adição da maionese de alho, a grande marca distintiva, que torna o prego mais intenso. Depois há três opções de pão: o bolo do caco, o pão da avó de origem penafidelense e a baguete. O prego pode ser servido em pão ou em prato conforme a preferência do cliente.

As principais sobremesas são confecionadas no estabelecimento, como a mousse de chocolate, lima ou oreo, o bolo de bolacha e o cheesecake. Também há a oferta de bolo caseiro.

A equipa do Preguinho On Wheels tem o seu núcleo forte numa tripla jovem que é formada por José Gomes, Eduardo Ferreira e Frederico Damas:

   

“Nós viemos da rua, ou seja, de ambientes onde as pessoas estão divertidas e foi esse o conceito que quis trazer para o restaurante. As pessoas gostam do nosso ambiente informal e o nosso objetivo diário é que elas se sintam mesmo em casa”.

O espaço do restaurante apresenta um fundo de madeira que nos transporta para um imaginário rústico e transmite uma tranquilidade aconchegante. O soalho flutuante, as mesas e cadeiras em madeira e essencialmente a parede que apresenta o desenho de um muro e candeeiros de rua levam-nos para as origens deste projeto.

Por fim, José Gomes aponta as grandes metas para o futuro – abrir mais casas como esta na região e retomar as entregas ao domicílio.