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“O MOINHO” – UM JORNAL COMUNITÁRIO EM RIO DE MOINHOS

Inicialmente fundado em 1995 por um grupo de jovens de Rio de Moinhos, o antigo jornal “O Moinho” retomou, depois de vários anos de interregno, a publicação como um boletim semestral que visa “manter por escrito” uma memória dos acontecimentos principais da paróquia e da freguesia.

O boletim, publicado neste formato desde 2017, lançou a sua mais recente edição em janeiro num formato digital “por força das circunstâncias” da pandemia de covid-19.

Ao PENAFIEL MAGAZINE, o Pe. Filipe Silva explicou que, depois de vários anos de interregno, a ideia de retomar a sua publicação foi lançada como “um desafio” durante uma reunião do Conselho Pastoral.

“Esta era uma marca que tinha nascido no seio da paróquia e que entendemos, com a retoma da sua publicação, ser o instrumento ideal para manter uma memória escrita dos acontecimentos principais da nossa comunidade”, explicou.

A publicação semestral, que mantém uma linha editorial “aberta”, aborda os acontecimentos mais importantes da paróquia, mas também se debruça sobre a própria comunidade, registando “a vivência cívica e social” da freguesia de Rio de Moinhos, especificou o pároco.

A tiragem de duas edições impressas por ano é normalmente distribuída à saída da missa e enviada aos emigrantes.

“É um registo da nossa vida, mas que também encaramos como um instrumento de formação dentro da dimensão do cristianismo. Por outro lado, damos a conhecer alguns dos acontecimentos mais importantes da freguesia, tal como desporto e a atividade do poder local”, acrescentou.

O trabalho de edição e publicação é realizado por uma equipa que se reúne, inicialmente, para distribuir tarefas e, numa segunda reunião, alinha e corrige os textos, um trabalho sério feito por “amadores, mas motivados”, anotou o Pe. Filipe Silva.

“É um grupo que funciona bem e que está muito motivado para este trabalho. Não há profissionais, mas fazemos o trabalho com muito gosto”, acentuou.

Filipe Silva adiantou, ainda, que o boletim tem sido um importante canal de comunicação com a diáspora, “uma das preocupações iniciais” que pesou na decisão de passar o jornal a boletim gratuito.

“Tornou-se, de fato, um elo de ligação com a nossa comunidade no estrangeiro e que é muito importante, para quem está lá fora”, revelou.

“É um boletim, sobretudo, da comunidade, e que já é assim reconhecido desde a sua fundação. É uma forma de congregar, com certeza, mas também de ir ao encontro das pessoas e instituições, fora do adro. Acredito que a Igreja deve estar de portas abertas para dialogar com o mundo e a sociedade, independentemente de as pessoas serem mais ou menos praticantes. Essa é a nossa missão”, concluiu.

 

 

TEXTO: Paulo Alexandre Teixeira