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Primeira edição do mercado mensal de produtos agrícolas de Penafiel contou com 10 produtores

A primeira edição do mercado mensal de produtos agrícolas frescos e locais de Penafiel decorreu hoje, com a participação de 10 produtores.

 

O evento é promovido pela Associação Empresarial de Penafiel (AEP), em parceria com a Câmara Municipal, Junta de Freguesia e Cooperativa Agrícola de Penafiel e visa aproximar os produtores aos consumidores.

O “Mercantinho – Fresco & Nosso”, como é designada a iniciativa, decorreu no parque de estacionamento das instalações da AEP (junto ao centro de saúde de Penafiel).

As portas do certame abriram às 09:00 e fecharam às 13:00 e será nesse mesmo horário que a feira se realizará no último sábado de cada mês.

Durante a manhã do primeiro dia, dezenas de compradores passaram pela feira ao ar livre e levaram para casa sacos amigos do ambiente, distribuídos pela organização, com frutas, legumes ou vinhos do concelho e da região.

 

 

O presidente da AEP, Nuno Brochado, referiu aos jornalistas, durante a sessão de abertura do Mercantinho, que acredita que a 1.ª edição “é a semente para um evento que no futuro vai ter bastante representatividade no concelho”.

O líder da organização indicou, também, que a feira tem capacidades para acolher mais produtores locais.

“É possível qualquer vendedor participar nesta feira com as regras que nós estipulamos: tem que ser produtos locais, produtos frescos, produtos ligados ao setor dos legumes e frutas, e por isso qualquer produtor que queira participar, basta contactar-nos”, explicou.

Questionado sobre a possibilidade de o mercado vir a ter mais do que uma edição por mês, o presidente da AEP disse ser cedo para pensar nisso.

“A intenção é criarmos o hábito. E o hábito neste momento está estipulado para a feira ser mensal. Conforme a evolução do evento e a procura, podemos avaliar a solução, mas neste momento é mensal e não pensamos em alterar até termos motivos para tal”, concluiu Nuno Brochado.

Adolfo Amílcar, vereador com o pelouro das atividades económicas da Câmara Municipal de Penafiel, considerou que a parceria para a realização do Mercantinho “foi feliz”.

“É uma excelente iniciativa, porque é uma excelente oportunidade nestes períodos, mais difíceis destes produtores poderem escoar os seus produtos em segurança, num local de fácil estacionamento e de uma forma mais organizada, porque muitas das pessoas que aqui estão por vezes estavam a vender em locais sem organização e desta forma fica tudo melhor para o produtor e para quem visita”, argumentou o autarca.

 

 

Já Vitorino Ferreira, presidente da Cooperativa Agrícola de Penafiel indicou que a iniciativa é “muito boa” para “aproximar o produtor do consumidor com produtos da terra” e avançou que os produtores “tinham essa necessidade”.

“Este ano foi um ano difícil, quem tinha os seus circuitos próprios, nomeadamente ligados ao consumidor, ainda teve uma receita razoável: conseguiu atingir os seus objetivos. Mas quem estava ligado à restauração, esses tiveram muita dificuldade, porque não conseguiram escoar os seus produtos. E aqui têm uma oportunidade”, evidenciou o líder da CooPenafiel.

Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Penafiel lamentou o facto do concelho “ainda” não ter um espaço mercado para ajudar os agricultores.

“Nós infelizmente ainda não temos um mercado a sério para os produtores poderem escoar os produtos e vamos fazendo estas iniciativas para que isso possa acontecer”, referiu Carlos Leão Barbosa.

 

Produtores manifestam ter boas expectativas para o negócio com participação no Mercantinho

 

Maria Emilia Oliveira, Luzim e Vila Cova

 

 

Maria Emília Oliveira, residente na freguesia de Luzim e Vila Cova, “trabalha no campo” há 13 anos, juntamente com o marido. Dia sim, dia não, desloca-se à cidade de Penafiel para vender os seus cultivos no Largo da Ajuda, mas com as regras da pandemia da covid-19 viu-se obrigada “a montar a banca” no seu carro, situação que admite “tem dificultado o negócio”.

“Estou aqui com muito boas expectativas porque realmente o mais difícil para quem trabalha no campo é conseguir escoar os produtos e estas iniciativas são muito importantes para nos ajudar aos pequenos produtores a vender”, explicou Maria Emília Oliveira.

 

Graça Lourenço, produtora S. Mamede Recesinhos

 

 

Graça Lourenço, de São Mamede de Recezinhos, é produtora de hortícolas e mirtilos. Faz feiras na Maia e em Matosinhos há vários anos e, com a pandemia, para poder escoar os seus produtos, passou a fazer também entregas ao domicílio.

Confessa que, no seu caso em concreto, a crise sanitária não se tem refletido em crise económica, mas ainda assim, quis marcar presença na nova feira de Penafiel para “dar a conhecer os seus produtos” e “estar mais próxima dos clientes”.

“É com agrado que vejo esta iniciativa, porque há muitas pessoas conhecidas de Penafiel que dizem que eu vou para fora vender e perguntam porque não o faço aqui. Assim, é uma forma de estarmos presentes. É um comércio de proximidade e também dá a conhecer certos produtos que as pessoas nem imaginam que sejam produzidos aqui. Acho que é qualidade acima de tudo”, referiu Graça Lourenço.