Slider

“QUE ESTE CONFINAMENTO NOS AJUDE A CULTIVAR ESSA DIMENSÃO MAIOR DA VIDA CRISTÔ

A retoma da celebração pública da Missa em Portugal concretiza-se a partir desta segunda-feira, dia 15 de março, mantendo-se a suspensão de procissões, incluindo o tradicional compasso da Páscoa, anunciou o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Recorde-se que, com o agravamento da situação pandémica no início deste ano e correspondendo à circunstância de confinamento geral decretado no âmbito do Estado de Emergência, as celebrações públicas foram suspensas em janeiro, retomando agora em plena Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, que este ano se celebra a 4 de abril.

Para o Pe. Filipe Silva, vigário da vara da Vigararia de Castelo de Paiva-Penafiel, este tempo de confinamento permitiu “como Igreja doméstica, concretizar uma Quaresma como tempo de verdadeiro recolhimento, deserto, retiro, revisão de vida”.

“O nosso papel tem sido o de ajudar as famílias e as pessoas individualmente a viver esta Quaresma, concretizando, mais por casa, este caminho para a Páscoa, mas sem perder o horizonte de renovação e de festa que estamos a preparar para a Páscoa”, sustentou.

A reabertura das igrejas para a celebração da eucaristia permite, com os condicionamentos necessários, celebrar em comunidade a Páscoa, embora novamente sem a saída do tradicional compasso.

“Vamos poder celebrar em comunidade, como quem chega a essa meta ansiada do encontro com o Senhor que nos dá vida, esperança e que nos renova sempre”, acentua o Pe. Filipe Silva.

Ao longo das últimas semanas várias paróquias da vigararia foram dinamizando online, através das redes sociais, plataforma Zoom, alguns momentos celebrativos complementares à eucaristia dominical, que também foi difundida via internet, reforçando a prática da liturgia familiar.

A catequese também se tem mantido através da partilha online e com a colaboração das famílias.

“Graças ao esforço heroico dos nossos catequistas, que vão criando materiais e alguns encontros online com os catequizandos e vão fazendo um trabalho esforçado de manter laços, ligações e ajudar a caminhar”, realça o Pe. Filipe Silva.

Sobre os efeitos da pandemia na prática religiosa, considera que é importante reter uma dimensão de maior proximidade, no seio das famílias, da vivência cristã.

“Espero que este confinamento nos ajude a cultivar essa dimensão muito importante da vida cristã no dia-a-dia em família e isso é muito importante, pois a comunidade existe para sustentar a Igreja que está no mundo, no seio das famílias, no trabalho e na sociedade”, conclui.