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Autarcas de Paço de Sousa e Irivo condenam vandalismo em sinalética

Os presidentes das juntas de freguesia de Paço de Sousa e de Irivo, ambas em Penafiel, condenaram a destruição de sinalética à entrada da vila de Paço de Sousa, alegadamente vandalizada em contestação à delimitação entre os territórios das duas localidades vizinhas.

 

O traçado da atual delimitação é contestado sobretudo por Irivo, que indica que o local em questão pertence ao seu território, onde se inclui o Memorial de Ermida, um monumento que consta do brasão da freguesia.

O presidente da Junta de Freguesia de Paço de Sousa, Adelino de Sousa, disse ao Penafiel Magazine que a destruição da sinalética na Avenida da Liberdade (E.M. 103-6), do lado de Irivo, é uma de duas colocadas na semana passada para assinalar os limites da vila e que a sua destruição foi descoberta na manhã de domingo.

O autarca adiantou que, “aparentemente, há quem entenda que o local pertence àquela freguesia”, sublinhando, contudo, que desconhece quem seja o responsável pelo ato.

“A queixa foi apresentada contra desconhecidos porque, por muito que desconfiemos, não podemos apresentar nomes, como é evidente”, acrescenta.

O presidente da junta de freguesia frisou não haver dúvidas quanto à localização da rotunda em território administrativo de Paço de Sousa, referindo que o local assim está assinalado na carta administrativa.

Segundo aquele documento, a rotunda em questão encontra-se “claramente” em Paço de Sousa.

Adelino de Sousa disse ainda desconhecer qualquer processo de contestação quanto à localização ou que tenha sido contactado, formalmente, no sentido de resolver a questão.

 

Pessoas de Irivo estão “tristes” com o sinal, afirma autarca

Contactado pelo Penafiel Magazine, o presidente da Junta de Freguesia de Irivo começou por condenar o ato de vandalismo, mas diz que percebe que haja pessoas na sua freguesia que se sintam “tristes” com a colocação da sinalética, acrescentando que o problema tem origem na administração central, “que fez um erro na delimitação do território”.

José Miguel Fernandes explicou que, apesar do que mostra a carta administrativa, aquela rotunda está, na realidade, em Irivo.

“Os limites foram mal estabelecidos pela administração central, porque inclui em território de Paço de Sousa o Memorial de Ermida, um monumento histórico de Irivo que, aliás, consta no brasão da freguesia”, anota, sublinhando ser “irrisório” aceitar que aquele monumento pertença a Paço de Sousa.

 

 

O autarca de freguesia defende que a divisão territorial deveria alinhar-se pelo eixo central das estradas e não como está atualmente desenhada.

“As pessoas ficaram tristes com a instalação do sinal. Não é uma questão de alguém contra alguém, mas sim de defender a identidade cultural, sobretudo”, anotou.

José Miguel Fernandes acrescenta que a questão da delimitação do território já foi abordada, no passado, entre as duas autarquias, com contactos efetuados a partir de 2013.

“O executivo de Paço de Sousa da altura assumiu logo que o local pertencia a Irivo e que iria resolver o problema”, afirma. Porém, desde então, o assunto tem sido ignorado por aquela autarquia de freguesia”, explica, acrescentando:
“Temos falado, informalmente, com o atual executivo de Paço de Sousa, no sentido de resolver o assunto, mas sem sucesso. Mas quando chegamos a esta situação, é obvio que tomamos uma posição de força, ao lado da nossa população. Não estamos contra ninguém de Paço de Sousa, apenas defendemos os interesses e a identidade das pessoas de Irivo que reconhecem, e sentem, que aquele local é deles e, no meu entendimento, têm toda a razão”.