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Treinador do Aliados assume responsabilidade pela polémica dispensa de Jorginho (C/ÁUDIO)

O treinador do Aliados de Lordelo FC assegura que a polémica dispensa de Jorginho Sousa foi de sua única e exclusiva responsabilidade. Armando Santos garante que o despedimento do avançado “não está relacionado com motivos políticos”.

 

Jorginho Sousa foi despedido do Aliados FC Lordelo na segunda-feira, um dia após as eleições autárquicas. O jogador apoiou a candidatura de Joaquim Mota, pelo Movimento “Juntos Por Paredes”, à Junta de Freguesia lordelense.

Já vários membros da direção do clube, inclusive o presidente da estrutura, Filipe Carneiro, anunciaram publicamente o seu apoio à recandidatura de Nuno Serra, pelo PPD-PSD/CDS-PP, para a liderança à Assembleia de Freguesia.

A dispensa do jogador provocou várias reações negativas, sobretudo nas redes sociais, onde o líder do emblema do concelho de Paredes é acusado de ter tomado uma decisão política.

O clube indicou, através da sua página no Facebook, que o término do vínculo de três anos foi causado pela falta “de condições” para a permanência do atleta no plantel às ordens de Armando Santos.

“A decisão foi tomada pela equipa técnica e comunicada à direção, que perante os argumentos apresentados pelos mesmos não encontrou condições para a continuidade no grupo de trabalho”, pode ler-se.

Em declarações ao Novum Canal, o treinador lordelense garante que associar a dispensa de Jorginho Sousa a motivações políticas “é uma mentira muito grande”, assumindo a total responsabilidade pelo sucedido.

 

 

“Fui eu que o dispensei.  O Jorginho já não fazia parte dos meus planos para esta época, mas a direção, por ele ser da cidade e por, aos olhos da direção e do presidente, ser uma mais-valia, pediram-me que lhe desse uma oportunidade. Essa não era a minha ideia, mas acabei por aceder à vontade deles”, começou por explicar.

“Eu não voto em Lordelo, eu voto em Matosinhos, por isso, para mim, pouco importava o partido político. A dispensa do Jorginho já era para ser há um mês atrás. Se pensam que foi por causa da política, estão enganados. Fui eu quem quis dispensar o jogador”, sublinhou.

 

 

Armando Santos acrescenta que o despedimento do avançado foi “pelo bem do plantel”. “Eu senti insatisfação por ser suplente do Carlos Neto, que é o jogador que eu estou a apostar para a posição. E senti que estava a desestabilizar o plantel por não aceitar não estar a jogar”.

 

 

“Não me arrependo da demissão, porque fui eu, foi uma demissão verdadeira. Só me arrependeria se alguém me forçasse a tomar essa decisão. Fico triste por estarem as confundir as coisas e dizerem que foi o presidente que está a fazer isso. Não foi. Ele está a ser atacado, mas se querem atacar alguém, ataquem-me a mim. Mas tenham a certeza absoluta, o que fiz por consciência própria e para o bem do Aliados de Lordelo”, concluiu.

O Aliados de Lordelo é um dos líderes da Série 4 da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP). Venceu os quatro jogos disputados até ao momento, sem ter sofrido qualquer golo. No domingo, às 15:00, recebe o Freamunde, adversário que também está invicto na prova.